Cabinda Não é Angola! Le Cabinda N'est pas l'Angola! Cabinda Is Not Angola!
27.04.2016   13h29'

COMMUNIQUE DE L'AMBASSADEUR CHINCOCOLO

N 039/Amb/Cab-Sk/FLEC/2016.

Bonjour! Très chers compatriotes, parents et amis de lutte de la révolution cabindaise.

Je ne me suis pas engagé dans le cas du Cabinda pour revendiquer une idéologie politique. Mais je revendique notre droit à l'autodétermination. Dans le FLEC il y a des socialistes, des communistes et des capitalistes. Mais pour le moment il ne s'agit pas de la politique de l'idéologie pour résoudre le cas du Cabinda. Mais il s'agit de la Justice et surtout le respect du droit international de tout peuple, une nation selon son histoire à l'Autodétermination.

Eu nâo estou me empenhado na causa de Cabinda para reivindicar uma ideologia politica. Mas eu estou à reivindicar o nosso direito à Auto-determinacâo. Na FLEC existem socialistas, comunistas e capitalistas. Mas nesto momento nâo ha a ideologia politica para resolver o caso de Cabinda. Mas é a Justica e especialmente o respeito pelo o direito international de tudo o que é uma nacâo de acordo com a sua história à Auto-determinacâo.

Forte abraco, 

Fernando Natalicio Chincócolo
Tel: 0046730923052







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18.04.2016    11h59'



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12.04.2016      05h59'





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22.03.2016    23h14'

COMUNICADO DE IMPRENSA DA FLEC

Devido a intensos combates entre as Forças Armadas Cabindesas (FLEC/FAC) e as forças armadas angolanas FAA que aconteceram a 29.2.2016, 13.03.2016 e 16 03.2016, a direção político-militar da FLEC/FAC aconselha vivamente todos expatriados ocidentais que vivem em Cabinda a retirarem provisoriamente do território e desaconselha seriamente todos os turistas e não residentes que pretendam deslocar a Cabinda. A situação securitária em Cabinda está muito tensa e imprevisível, podendo confrontos acontecer a todo o momento em todo o território. Estamos em estado de guerra e somos vítimas de uma invasão militar massiva de Angola.
 
A FLEC/FAC recorda que o presidente angolano José Eduardo dos Santos é o responsável pela instabilidade que reina no enclave assim como do perigoso agravamento da situação que irá deteriorar nos próximos dias.
 
O governo angolano continua a recusar um dialogo de paz, honesto e sincero tal como a FLEC/FAC pede desde há vários decénios.
 
A FLEC/FAC reafirma uma vez mais a profunda vontade e disponibilidade para negociar uma paz durável e definitiva para Cabinda.

Cabinda, 22.03.2016

Jean-Claude Nzita

Porta-voz da FLEC/FAC



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08.03.2016   02h24'

FLEC revela acções militares entre FAA e seus guerrilheiros

Condenamos energicamente o comportamento e os actos bárbaros do governo angolano que pratica a lei selvática da opressão contra as populações indefesas no território de Cabinda.
COMUNICADO  DE  IMPRENSA

Mais uma vez alertamos a comunidade internacional e especialmente os Estados Unidos da América, França, Grã‐Bretanha, Alemanha, Portugal e a União Europeia, União Africana, sobre o maior risco de represálias que as populações indefesas de Cabinda atravessam neste momento, depois das acções militares que tiveram lugar ultimamente no território entre as Forças Armadas agressoras angolanas e  as Forças Armadas Cabindesas da FLEC/FAC.

Mais uma vez alertamos a comunidade internacional e especialmente os Estados Unidos da América, França, Grã‐Bretanha, Alemanha, Portugal e a União Europeia, União Africana, sobre o maior risco de represálias que as populações indefesas de Cabinda atravessam neste momento, depois das acções militares que tiveram lugar ultimamente no território entre as Forças Armadas agressoras angolanas e os guerrilheiros da FLEC/FAC.

A repressão agravou após a viagem a 29 de Fevereiro do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas angolanas, o general Geraldo Sachipengo Nunda, com um aumento dos raptos, desaparecimentos e brutais detenções em Cabinda. Às 3 horas de madrugada do dia 1 de Março 2016, as Forças da segurança angolana cercaram a residência do cidadão, Eugénio Chiveve onde uma série de detenções arbitrárias foram efectuadas por falsas acusações de serem membros da FLEC.

A direcção político‐militar da FLEC/FAC reafirma a sua inabalável vontade política da busca de uma solução pacífica ao conflito, por via de negociações políticas baseadas num diálogo, franco, aberto, transparente e inclusivo entre as autoridades, angolanas e cabindesas com a supervisão da comunidade internacional.

Nós cabindas não somos senhores de Guerra, esta guerra é imposta pelo regime militarista angolano que ocupa ilegalmente o nosso território, mas estamos hoje prontos para fazer face a qualquer provocação das forças de segurança angolanas. Reiteramos ao presidente angolano José Eduardo dos Santos que deve assumir a sua responsabilidade e solucionar o conflito que dura 40 anos por via de diálogo entre as parte. Acreditamos que relançando o diálogo entre o governo angolano e a FLEC/FAC, é possível encontrar uma solução pacífica. 

Paris, 07.03.2016

Jean Claude Nzita Porta‐voz da FLEC‐FAC


Fonte; Club-k.net


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20.02.2016     22h24'


Message de Félicitations à son Excéllence  Monsieur Faustin-Archange Touadéra



Monsieur le Président,

Au nom du Cabinda  et en mon nom personnel, je souhaite vous exprimer mes plus vives félicitations pour votre élection à la Présidence de la République Centrafricaine.

En effet, la communauté Cabindaise de France et d'Europe  regroupée au sein du Front de Libération de l'Etat du Cabinda (FLEC) a la joie de la grandiose victoire remportée, avec mérite, aux élections présidentielles d'alternance décisive, pour la Centrafrique et inévitablement pour d'autres pays du Continent, dont le Cabinda a observé l'alternative si souhaité par le peuple frère de centraffique qui est très heureux de votre arrivée à la tête de l'Etat Centrafricain.

Vient par le présent, en particulier par le mouvement de Libération du Cabinda le FLEC, Vous apporter à votre grand parti ainsi qu'a tous ceux qui vous ont indéfectiblement fortifier, notre message de félicitation de soutien ferme et sans réserve par le biais duquel les enjeux de taille liés à la question cabindaise vous ont été jadis évoqués (car la centrafrique est l'un des 5 pays a avoir reconnu l'indépendance du Cabinda proclamée 1er août 1975 lors du 12éme sommet des chefs d'etats et de gouvernement du continent tenu à Kampala en Ouganda), dans la certitude et l'espoir que votre victoire serait l'annonce de celle du vaillant peuple cabindais,  encore  en lutte pour le recouvrement inconditionnel de son droit inaliénable , notamment le droit à la vie et constitutionnel de pouvoir un jour disposer de son destin.

J'ai conscience  que la lourde tâche qui vous incombe désormais n'est pas facile à savoir entreprendre une politique structurée qui va certainement permettre à votre pays de remonter la pente sur le plan économique et de retrouver sa place sur la scène africaine comme internationale, c'est pourquoi je vous adresse tous mes voeux et mes encouragements : j'ai confiance en votre équipe pour vous seconder au quotidien, et je suis certain que, petit à petit, vos efforts seront couronnés de succès.

Veuillez croire, Monsieur le Président, à l'assurance de ma très haute et respectueuse considération.
Pour le FLEC
Henrique Tiago Nzita
Président


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12.02.2016   21h45'

Emboscada da Guerrilha Cabindesa Causa a Morte de Três Soldados Angolanos em Massabi!

Cabinda - Uma emboscada da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) contra uma patrulha das Forças Armadas de Angola (FAA) no Territorio de Cabinda resultou na morte de três soldados angolanos e feriu quatro.

Um responsável da FLEC confirmou à e-GLOBAL que a guerrilha cabindesa atacou ao início da tarde de 7 de fevereiro uma patrulha das FAA, baseada no aquartelamento de Cito, quando circulava na área de Chivoco na região de Massabi. Durante a embosca três militares angolanos foram mortos e quatro terão sido feridos, confirmou o mesmo responsável.

A ação da FLEC aconteceu poucos dias depois de um célula da guerrilha ter sido desmantelada na cidade de Cabinda.

A 2 de fevereiro, a detenção de um guerrilheiro da FLEC no posto fronteiriço de Massabi, terá levado ao desmantelamento de uma célula da guerrilha composta por cinco elementos, entre os quais o líder do grupo conhecido como “Choro”.

Um sexto elemento da FLEC, funcionário de uma empresa de segurança privada, foi também identificado como membro da célula. Durante a tentativa para a sua captura terá abatido três elementos das forças de segurança angolanas e suicidou-se.

No decorrer das buscas efetuadas pelos serviços de segurança angolanos e a polícia local foram encontradas no domicílio de “Choro” várias granadas, armas semiautomáticas AK47, munições e folhetos de propaganda da FLEC.

Depois de um longo período de cessar-fogo unilateral a FLEC anunciou a retoma das ações militares no territorio como “único meio de forçar Angola a negociar” com a guerrilha, afirmou o mesmo responsável da FLEC.

(c) PNN Portuguese News Network

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Version Française

l'Embuscade de la Guérilla Cabindaise Cause la Mort de Trois (3) Soldats Angolais à Massabi


Cabinda - une embuscade du Front de Libération de l'Etat du Cabinda (FLEC) contre une patrouille des Forces armées d'Angola (FAA) dans le territoire du Cabinda' a causé la mort de trois soldats angolais et a blessé quatre.

Un responsable du FLEC a confirmé à e-GLOBAL que la guérilla cabindaise a attaqué en début de l'après-midi du 7 février une patrouille des FAA, basée sur le cantonnement de Cite, quand il circulait dans le secteur de Chivoco dans la région de Massabi. Pendant l'embusque trois militaires angolais ont été tués et quatre ont été blessé, a confirmé le même responsable.

L'action du FLEC est arrivée peu de jours après qu'une cellule de la guérilla avait été démantelée dans la ville de Tchiowa au Cabinda.

Le 2 février, la détention d'un guérillero du FLEC dans le poste frontalier de Massabi, aurait permis le démantèlement d'une cellule de la guérilla composée par cinq éléments, entre lesquels le chef du groupe connu comme « Choro ».

Un sixièmes éléments du FLEC, fonctionnaire d'une société de sécurité privée, aussi avaitt été identifié comme membre de la cellule. Pendant la tentative pour sa capture il a abattu trois éléments des forces de sécurité angolaises et s'est suicidé.

Pendant les recherches effectuées par les services de sécurité angolais et la police locale ils ont trouvés au le domicile de « Choro » plusieurs grenades, armes semi automatiques AK47, munitions et prospectus de propagande du FLEC.

Après une longue période de cessez-le-feu unilatéral le FLEC a annoncé la reprise des actions militaires dans le territoire comme « seul moyen de forcer l'Angola à négocier » avec la guérilla, a affirmé le même responsable du FLEC.
 
(c) PNN Portuguese News Network

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27.01.2016   01h15'

Breve Recensão do Livro Ferramentas para Destruir o Ditador


Luanda - Prólogo: A pedido do autor do emblemático livro supracitado, o Dr. Domingos da Cruz, trago nestas páginas uma síntese crítica do seu trabalho com o intuito de explorar as linhas-mestras do seu pensamento. O objectivo deste exercício é, tendo em conta o interesse que a obra tem suscitado, contribuir para o seu estudo, por um lado, e interagir com o autor, por outro lado. O grande desafio que assumo nestas páginas é, por conseguinte, procurar interpretar o seu pensamento com fidelidade, honestidade intelectual e a lisura que se impõe. Espero não defraudar.

A obra com cerca de 184 páginas (refiro-me à versão electrónica que me foi facultada pelo autor) está estruturada em 13 capítulos. O título sugere que se trata de uma obra contra-corrente por esbater os argumentos da sabedoria convencional e pela maneira irreverente como arranca o véu aos mais intrincados problemas do cenário político angolano. Em relação à autoria das ideias contidas no livro, o Dr. Domingos da Cruz, exercitando a virtude rara da honestidade intelectual, faz uma advertência prévia ao leitor com estas palavras: «Não tenho nenhum mérito sobre as ideias contidas neste livro. Com excepção de alguns capítulos, a maior parte das ideias são do filósofo norte-americano Gene Sharp, extraídas da sua obra ´´Da ditadura à democracia´´. Se tenho algum mérito, talvez decorrerá do facto de ter adaptado o seu pensamento à realidade angolana». Se por um lado, o autor reconhece não serem suas as ideias plasmadas no livro, por outro lado, assume o ônus da sua adaptação ao contexto angolano. Uma empreitada arrojada e atrevida, diga-se em abono da verdade. O seu inspirador, Gene Sharp, pese embora a sua trajectória internacional, escreveu a sua obra num país e num contexto completamente diferente e sem riscos graves à sua liberdade ou à sua vida. Refiro-me aos Estados Unidos da América, um país de vanguarda da democracia liberal e das liberdades políticas. Aqui realço a diferença contextual entre ambos, o autor da obra e o seu inspirador. Efectivamente, o Dr. Domingos da Cruz fez uma adaptação das ideias do seu inspirador à realidade angolana. E a realidade angolana em nada se assemelha ao american way of life. O contexto político é de ditadura. Angola é o paraíso de uns quantos e o inferno da grande massa dos deserdados, dos sem voz e sem vez. O autor tem consciência disso (e provavelmente sabia o que o esperava!), embora nesta matéria o vocabulário seja prolixo e não haja unanimidade na caracterização política do actual regime angolano. Há quem defende pura e simplesmente que Angola é um Estado democrático, e ponto final. Há quem defende que Angola é uma democracia formal e de que ainda há muito por fazer. Existem ainda vozes que o qualificam como regime autoritário tout court. Finalmente, alguns falam de uma ditadura sofisticada. Sobre o assunto há, pois, muito pano para manga. Mas aqui o que interessa é o que pensa o Dr. Domingos da Cruz. Fiquemos destarte com a ideia de que Angola é uma ditadura. Será este o mote de toda a sua reflexão adaptada não só da obra ´´From Dictatorship to Democracy´´ como também de subsídios doutros tantos trabalhos que constituem o rico repertório bibliográfico criteriosamente selecionado pelo autor. Neles se incluem curiosamente mais de uma dezena e meia de trabalhos de Gene Sharp.
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A obra e o contexto
 
A obra em referência foi escrita em Angola e sobre Angola. Usando um método dialógico a raiar o método dedutivo, o autor ensaia ao longo do livro um diálogo entre a teoria e a realidade empírica; esta, todavia, delineando propensões. Com mestria expõe os seus conhecimentos sobre filosofia, ciência política, estratégia, política internacional, etc. Para o autor trata-se duma ´´filosofia política da libertação para Angola´´. Bem podia ser também um ensaio de ciência política. O problema que está no centro do livro é: Como destruir um ditador evitando ao mesmo tempo o surgimento de nova ditadura? Através da sua reflexão apaixonada, entusiasta, contundente, mas sobretudo de alto nível intelectual, o autor vai buscando respostas entre axiomas e postulados da ciência política e da estratégia. Nota-se ao longo do livro uma espécie de frémito incontido de um jovem académico que se coloca diante do espelho e desperta para a realidade pura e dura do seu país: o país está refém de um homem que há 36 anos reina ininterruptamente (o ditador); algo deve ser feito para destrui-lo; há partidos de oposição com ou sem assento parlamentar, há associações e organizações da sociedade civil, há igrejas, existe uma comunidade internacional, etc., etc.; mas será que as suas acções bastam para acabar com a ditadura? As eleições podem por si sós apear o ditador do poder? Estas e outras questões sensíveis abriram caminho para uma reflexão de indescutível gravidade moral. Por isso, o autor vai no encalço dos grandes mestres que fez perfilar ao longo da sua obra partindo do clássico chinês Sun Tzu ( pai da estratégia), passando pelos profetas da não-violência como Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Desmond Tuto, etc. O autor tem consciência de que o ditador é poderosíssimo e que a sua empreitada é uma afronta hercúlea contra toda a sua máquina de poder (exército, polícia, tribunais, partido, as finanças, etc). É um David diante do Golias. Todavia, não obstante o cenário prefigurado, acha que pode (e deve) contribuir para a destruição do ditador e sonha com uma obra de choque, provocante... cujas ideias sirvam como ´´ferramenta´´ incontornável (a funda de David) neste desafio para derrubar o Golias. E como dizia Fernando Pessoa, o homem nasce, Deus quer, a obra nasce. E a obra nasceu...

As ferramentas para destruir o ditador 

O autor descarta preliminarmente qualquer recurso à violência por causa dos seus efeitos multiplicadores (abissus abisssum invocat) e nefastos, para não dizer contraproducentes. Em nenhuma página do seu livro o autor defende o recurso às armas. Deixo aqui o próprio autor que o diga com suas próprias palavras: «A filosofia política da libertação para Angola é radicalmente pacífica, fraterna, mas realista.» E mais adiante justifica a não opção pelas armas: «Pegar em armas levaria o ditador a agradecer na medida em que teria legitimidade tanto interna quanto externa para exterminar.» E ainda: «Usar armas demonstra que somos igualmente selvagens como o ditador e perderíamos autoridade moral e legitimidade democrática.» Mas então propalou-se que este livro era supostamente o manual da preparação de um golpe de estado em Angola. O que eu encontrei na obra vai exactamente na direcção oposta. Um golpe de estado não pode ser a solução, defende o autor com estas palavras inequívocas e clarinhas como a água cristalina: «um golpe de estado representa retrocesso civilizacional e viabilizaria o nascimento de nova ditadura militar.» Exemplos disso abundam ad nauseam na nossa realidade política africana. Neste sentido, o autor faz uma crítica à chamada primavera árabe na Líbia, no Egipto, cujos resultados foram trágicos por não terem sabido gerir a transição.

Ora bem, tendo em conta a finalidade última da luta que é derrubar o ditador, seus apoiantes e estruturas que o suportam com vista a instaurar a democracia, defende que deve haver um projecto político e filosófico de nação e de país. As eleições não servem nem as negociações. Estas legitimam o ditador. As ditaduras devem ser derrubadas e não reformadas. Contra todas as formas de activismo que mais não fazem que cooperar na manutenção da ditadura e legitimá-lo, propõe um modelo de luta baseado no ´´desafio político´´ (de Robert Helvey), isto é, uma luta não violenta através da não-cooperação ou desobediência civil, protestos, manifestações de rua e intervenção. Detém-se em várias páginas a explicar o seu pensamento sobre a luta pacífica. Esta, segundo o autor, não se confunde com o pacifismo cristão: oferecer a outra face depois de apanhar numa. A luta pacífica exige atitude e não resignação. E esta luta é uma verdadeira revolução porque a sua meta é a mudança política radical que nos vai levar da ditadura à democracia. O funcionamento da luta não violenta conta com cerca de duas centenas de métodos agrupados em três categorias assim discriminadas pelo autor: PROTESTO E PERSUASÃO, NÃO-COOPERAÇÃO e INTERVENÇÃO.

É convicção do autor de que os ditadores têm as suas fraquezas, por isso são derrubáveis por mais poderosos que sejam os seus exércitos: «apesar da aparência de força, todas as ditaduras têm fraquezas, ineficiências internas, rivalidades pessoais, deficiências institucionais, e conflitos entre organizações e departamentos. Essas fraquezas ao longo do tempo tendem a tornar o regime menos eficaz e mais vulnerável às mudanças de condições e resistência deliberada». Joga-se aqui o factor psicológico. A natureza humana é complexa e os interesses dos indivíduos são dinâmicos e voláteis. Nem sempre é possível manter as lealdades por todo o tempo e em todas as circunstâncias. Afinal, como escreveu o poeta, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!... Só os diamantes são eternos! Os temíveis guardiães do templo de hoje, podem ser os libertadores de amanhã. A Guarda Presidencial de Blaise Campaore teve cumplicidade activa no derrube do ditador. O Exército nacional e a Polícia não foram disparar contra os manifestantes. Aplicaram o princípio da não-cooperação seguida de intervenção. Portanto, os polícias e os militares são homens e não robots previamente programados. Este facto, do ponto de vista securitário, explica bem porquê a segurança é sempre relativa e a ameaça pode vir do seu mais fiel soldado. O Presidente Laurent Kabila foi morto por quem? Um opositor? Um arruaceiro? Pela sua própria guarda. Assim sendo, «com o conhecimento de tais fraquezas inerentes à tirania, a revolução democrática pode procurar agravar estes ''Calcanhares de Aquiles´´ deliberadamente, a fim de alterar drasticamente o sistema ou desintegrá-lo.»

Entretanto, para que a luta possa lograr, ela não pode ser feita de maneira espontânea, desgarrada e desorganizada. É imperioso estabelecer um planeamento estratégico. O autor defende que sem um plano estratégico de luta não será possível a erosão da ditadura. Para tal, é preciso definir o objectivo central, as acções a curto, médio e longo prazo, a logística, financiamento, etc. Conta com um eixo diplomático para captar apoios externos. E esta luta ou resistência, cuja fórmula é RRR=Raiva, Revolta, Revolução, será levada a cabo pelas forças democráticas da sociedade angolana, culminando com a instauração da democracia e a aprovação de uma nova Constituição a reflectir um novo projecto de nação.

Breve apreciação crítica
 
A primeira impressão que me veio ao ler esta obra é de provocação. É quase inescapável. Na verdade, o ineditismo deste tipo de pensamento na nossa praça intelectual doméstica aliado ao atrevimento e argúcia intelectual que lhe serve de esteio, não pode evitar que se exprima um apreço incondicional ao seu autor. Domingos da Cruz, jovem académico angolano, é um inconformista confesso e assumido que nos traz à memória aquela geração de africanos que nos anos cinquenta e sessenta manifestaram politicamente o seu inconformismo com os regimes coloniais e decidiram lutar pela liberdade. Grande parte deles pagou um preço muito elevado por aquilo que acreditava. O trabalho do DC não perfila nos cânones do romantismo político, quiçá própria da sua idade, nem é uma daquelas obras literárias que só brotam à luz para alimentar o narcisismo intelectual dos seus autores. Este livro foi escrito com responsabilidade. Senti-o ao lê-lo. O facto de estar hoje a passar por vicissitudes e agruras pessoais consubstanciadas pela privação de liberdade, pela autoria do livro, grangeia-lhe respeito e admiração pela sua coerência e pela coragem em assumir as suas convicções sem titubear. Neste sentido, como disse o próprio no início do livro, o mérito está conseguido por adaptar ideias de um autor estrangeiro à realidade angolana. As autoridades angolanas já prestaram uma singela e augusta homenagem ao livro, embora de forma quixotesca, ao conclamá-lo solenemente no altar da justiça, à semelhança dos livros santos nos templos sagrados. É a ironia do destino! Em relação às ideias plasmadas no livro, é claro que não partilho tudo o que lá está.  Pela delicadeza do momento, reservo-me a não tecer agora certas considerações polémicas que poderiam ser aproveitadas para apagar a torcida que ainda fumega. Num momento mais oportuno, poderia partilhar, de maneira serena, com o autor os meus pontos de vista sobre alguns aspectos da sua obra. Mas não hajam dúvidas: o livro é mesmo revolucionário.

Epílogo
 
As ideias são poder. O pensar é poder. Trata-se de um poder de longo alcance, no tempo e no espaço. Por isso pode-se matar o homem, mas nunca as suas ideias. Aliás, as ideias imortalizam os homens. Hoje na história das ideias políticas continuamos a estudar Platão, Aristoteles, S. Tomás de Aquino, S. Agostinho, Jean-Jacques Rousseau, Hobbes, Montesquieu, Voltaire, Marx, Adam Smith, Max Weber, Maquiavel e tantos outros. Todos eles foram da lei da morte se libertando, parafraseando Camões, mas as suas ideias continuam a apaixonar estudiosos de todas as latitudes e a animar debates contemporâneos. No centro das ideias de todos os tempos está a vocação do espírito humano de interpretar os enigmas da existência (de Deus, do mundo, e do Homem). Dar sentido à existência do Homem no mundo é um imperativo. Este passa pela compreensão dos fenómenos naturais e sociais. Mas uma questão filosófica se impõe: para que servem as ideias? É uma questão de milhões de dólares. As respostas podem divergir, mas muito dificilmente se poderá fugir destas duas balizas: a felicidade e a utilidade. As ideias perseguem uma finalidade última: a felicidade humana, quer dos indivíduos quer dos grupos. Por esta razão elas têm uma função utilitarista por carregar em si o poder de construir e de transformar aqueles elementos constitutivos, materiais e imateriais, tendentes a dar sentido à existência humana na sua plenitude. A felicidade, no sentido socrático de eudamonia, não é apenas o gozo dos prazeres (como defendiam os epicuristas), mas o alcance da plenitude do ser: só alcançamos a felicidade quando somos humanos em plenitude. E para lá chegar é preciso passar pela prática da virtude (aretê, em grego), no sentido moral como é entendido por Sócrates. Por conseguinte, servem as ideias para elevar o homem à sua verdadeira estatura como Alfa e Omega do Cosmos. Portanto, todos aqueles pensadores que deixaram ideias em função da felicidade humana, erguendo pontes entre culturas e gerações são aqueles que hoje — imortalizados no tempo —  desfilam nas galerias do humanismo. As ideias do livro que acabo de analisar trazem, afinal, um contributo sui generis para a construção da nação angolana e para a prosperidade dos seus cidadãos. Será utopia? O tempo dirá...

* Doutor em Teologia Moral, Professor e Escritor
Fonte: Club-k.net

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27.12.2015    23h35'

Raul Tati, Ativista de Cabinda: "Regime angolano tem o Gene da Violência"

Segundo o ativista, o governo angolano continua a silenciar as vozes "incómodas" em Cabinda. "O regime insiste em utilizar a repressão, porque tem no seu DNA, na sua natureza genética, o elemento da violência", diz.

Numa longa entrevista concedida à DW África, o ativista de Cabinda Raul Tati, fala da contínua tentativa do regime angolano de querer silenciar os ativistas no enclave, da situação do Dr. Arão Tempo que continua à espera de uma decisão do tribunal, do estado de saúde de Marcos Mavungo, condenado a seis anos de prisão efetiva, e da solidariedade que deveria ser "mais organizada" para apoiar a família Mavungo que enfrenta sérias dificuldades financeiras.

Começamos por perguntar a Raúl Tati se o recente julgamento dos ativistas em Luanda poderá ser algo catalizador e animar ainda mais os ativistas em Cabinda.

Sistema de colonização

Segundo o ativista Raul Tati, embora o regime seja o mesmo, o que se passa em Cabinda tem uma lógica própria "que é a lógica de ocupação e de um sistema de colonização", ou seja, a de combater todas as vozes dissidentes sobretudo aquelas que continuam a tentar manter presente a questão de Cabinda.

Raul Tati está ciente de que o regime quer fazer tudo por tudo para "destruir, abafar e aniquilar tudo aquilo que tem a ver com a resistência de Cabinda, sobretudo essas vozes que continuam hoje a fazer-se ouvir e silenciá-las como fizeram com a prisão de Marcos Mavungo".

Julgamento dos 15+2 em Luanda com repercussões em Cabinda?

Para Tati, o que está a acontecer atualmente em Angola com os jovens revolucionários de alguma maneira poderá ter repercussões em Cabinda porque "o regime é o mesmo e tenho dito sempre que esse regime tem no seu DNA, na sua natureza genética, o elemento da violência

Raul Tati lembra que o que se vive hoje em Angola "foi sempre assim nos últimos 40 anos", mas que "o desanuviamento da situação com os jovens revolucionários em Luanda pode trazer também um certo desanuviamento em Cabinda, mas não é provado que assim aconteça.

Há jovens revolucionários que dizem que querem fazer um golpe de Estado. Em Cabinda queremos outra coisa e para eles aqui se trata de uma rebelião, tanto assim que José Marcos Mavungo e Arão Tempo foram ambos acusados de crime de rebelião". Sobre o processo de Arão Tempo, o nosso entrevistado diz que "ainda está a correr os seus trâmites e que ainda não foi marcada a data para o julgamento.". Issotudo aconteceria, "mesmo sabendo que o processo já se encontra no tribunal e ninguém é informado sobre o que se passa".

Prisão de Anacleto Mbiquila

A este propósito, quisemos saber mais sobre a recente prisão de Anacleto Mbiquila, secretário do Dr. Arão Tempo, Bastonário dos Advogados de Luanda em Cabinda.

Esta foi mais uma tetativa para amordaçar o advogado de Cabinda, que é o Dr. Arão Tempo, disse o ativista para em seguida acrescentar que "daqui a pouco estamos a ver o escritório desse advogado a ser encerrado, precisamente devido às pressões de todos os lados. Esta última detenção do seu secretário tem muito a ver com a perseguição aberta feita contra o advogado".

Por outro lado, Raul Tati interroga-se "porque é que até agora não julgaram o Dr. Arão Tempo se a detenção foi feita no mesmo dia com Marcos Mavungo?".

Para o ativista Raúl Tati, José Marcos Mavungo, que foi condenado em setembro a uma pena de seis anos de prisão efetiva pela alegada prática de um crime de rebelião contra o Estado, está psiquicamente bem mas "ele próprio já confessou que não se sente muito bem porque tem tido alguns problemas cardíacos. Aliás esses problemas já tinham sido diagnosticados no mês seguinte à sua detenção. É um problema que carece de um tratamento especializtado que não pode ser na cadeia".

Face a este quadro sobre a situação em Cabinda, o ativista Raul Tati acredita que o que considera ser “uma justiça restaurativa em Cabinda” só será possível quando os cabindas forem ouvidos e "quando os angolanos acharem que também somos pessoas que devem ser respeitadas, então nessa altura poderemos falar entre irmãos, mas se não for assim a justiça restaurativa nunca será possível".

Que perspetivas para as futuras gerações?

Perguntamos a Raul Tati como perspetiva Angola para as gerações vindouras. Tati responde: "Um grande político de Cabinda e que está atualmente em Luanda, uma vez disse-me que numa audiência com o Presidente da República ter-lhe-ía dito que se não conseguir resolver os problemas com essa geração atual seria muito mais difícil com a próxima geração, porque com as mais velhas há uma certa moderação e ponderação. Mas o radicalismo está a surgir pouco a pouco porque os jovens estão a crescer e a ver as coisas, já fazem a leitura da situação e já conseguem tirar as suas ilações. Portanto poderá ser muito mais difícil resolver a situação no futuro. Por isso temos dito que Angola ganharia muito se apostasse numa situação justa para Cabinda".

Mas enquanto isso, o povo de Cabinda vai continuar a defender, "custe o que custar", as suas ideias, deixou bem claro o ativista Raul Tati.

"Costuma-se dizer que quem sai derrotado é quem deixou de lutar e esse não é o nosso caso. Vamos levar a todos os cantos do mundo a nossa voz para dizer que temos uma causa a defender, a mesma causa que outros povos também defenderam para o seu direito à autodeterminação. Temos o direito de determinarmos o nosso próprio destino", destaca o nosso entrevistado.

Apelo à solidariedade com a família Mavungo

Já no fim da entrevista Raul Tati fala da solidariedade que deveria ser mais organizada para com a família de Marcos Mavungo, porque ela precisa urgentemente desse apoio.

"Com o termo do ano letivo a esposa de José Marcos Mavungo está preocupada com a matrícula dos filhos porque os que frequentavam os colégios vão ter que sair porque não consegue pagar as proprinas. E é esse o problema que se coloca neste momento, ou seja, a continuação dos estudos dos filhos de José Marcos Mavungo.

Finalmente Tati lança o seguinte apelo: "Peço a todas as pessoas de boa vontade e que acompanham a situação desse e de outros ativistas para ajudarem a família Mavungo. Essa ajuda será muito bem vinda por mais pequena que seja".

DW
http://www.dw.com/pt/raul-tati-ativista-de-cabinda-regime-angolano-tem-o-gene-da-viol%C3%AAncia/a-18937389


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09.12.2015    23h15'

Isabel dos Santos na lista dos mais corruptos da Transparência Internacional

A lista está em votação de hoje, Dia Internacional Contra a Corrupção, a 9 de Fevereiro.

A empresária angolana Isabel dos Santos integra a lista dos 15 casos "mais simbólicos" da corrupção em todo o mundo que a organização não governamental Transparência Internacional colocou em votação.

O Banco Espírito Santo (BES), que também tem ligação a Angola, através do BES Angola, lidera a lista elaborada pela Transparência Internacional a partir de 383 candidaturas que chegaram àquela organização através dos seus parceiros em vários países.

Como critérios foram estabelecidos o uso da posição de último beneficiário em operações de offshore ou em participações de sociedades anónimas, abusos de direitos humanos e escala da corrupção envolvida.

A votação inicia-se nesta quarta-feira, 9 de Dezembro, Dia Internacional contra a Corrupção, e termina a 9 de fevereiro de 2016 no site www.unmaskthecorrupt.org.

A fase seguinte será um debate sobre a forma como punir o corrupto mais votado.

Além do BES e de Isabel dos Santos, da lista em votação integra também a petrolífera brasileira Petrobras, o presidente da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e o político da República Dominicana Félix Bautista.

Os antigos presidente da Tunísia, Ben Ali, do Panamá, Martinelli, do Egipto, Mubarak, e da Ucrânia, Yanukovych, a empresa governamental chinesa de infraestruturas, o estado norte-americano de Delaware, por permitir o registo anónimo de empresas, a fundação da Chechénia Akhmad Kadyrov, a corrupção sistémica nas instituições no Líbano e a junta governamental da Birmânia são outros dos 15 casos "mais simbólicos da grande corrupção".

Para a Transparência Internacional, a grande corrupção "é o abuso do poder de alto nível que beneficia poucos em detrimento de muitos", causando prejuízos graves e, na maioria das vezes, sem punição.

“O seu voto é importante, juntos, podemos fazer entender os governos da urgência em agir e fazer parar esta doença", escreveu o presidente da organização José Ugaz na página da Transparência Internacional ao pedir o voto de todos como fora de lutar contra a corrupção.

Redacção VOA



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05.11.2015     23h15'

Activistas prometem manifestar com três mil pessoas em Cabinda

Protestos podem acontecer 11 de Novembro.

O grupo de activistas dos Direitos Humanos de Cabinda escreveu uma carta ao Governo provincial com cópia para os comandos da polícia e das FAA e os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, a solicitar esclarecimentos sobre as razões de impedimentos de reuniões e manifestações na província.

Caso não haja uma resposta nos próximos dias, os activistas prometem sair às ruas para protestar, com cerca de três mil pessoas, no dia 11 de Novembro.

“Queremos um esclarecimento sobre as atrocidades que têm acontecido sempre que tentamos reunir, manifestar, ou realizar uma conferência, encontro com jovens, sempre há repressão, impedimento, ameaça”, revelou José Neves, porta-voz dos activistas dos direitos humanos de Cabinda.

“Vamos manifestar no dia 11 de Novembro da mesma forma que o Governo vai festejar a independência, nós também vamos exigir a nossa independência", prometeu Neves.

José Manuel/Cabinda/Voa


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22.10.2015    22h15'

DENIS SASSOU NGUESSO :DO GOLPE MILITAR PARA O GOLPE CONSTITUCIONAL...COM SUSPEITA DISCRETO DE AJUDA MILITAR ANGOLANA

O grupo de activistas dos Direitos Humanos de Cabinda escreveu uma carta ao Governo provincial com cópia para os comandos da polícia e das FAA e os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, a solicitar esclarecimentos sobre as razões de impedimentos de reuniões e manifestações na província.

Caso não haja uma resposta nos próximos dias, os activistas prometem sair às ruas para protestar, com cerca de três mil pessoas, no dia 11 de Novembro.

“Queremos um esclarecimento sobre as atrocidades que têm acontecido sempre que tentamos reunir, manifestar, ou realizar uma conferência, encontro com jovens, sempre há repressão, impedimento, ameaça”, revelou José Neves, porta-voz dos activistas dos direitos humanos de Cabinda.

“Vamos manifestar no dia 11 de Novembro da mesma forma que o Governo vai festejar a independência, nós também vamos exigir a nossa independência", prometeu Neves.

De regresso no poder desde 1997 com ajuda das Forças Armadas Angolanas do amigo José Eduardo dos Santos,sob um pseudo regime democrático e depois de ter governado o país com um regime militar , Denis Sassou Nguesso é da raça dos hiper-presidentes que faz a constituição de seu país, como o padeiro faz farinha para o pão, maleável conforme a sua vontade.

Nguesso deixou cair a sua máscara. Não há dúvida, ele quer permanecer no poder para sempre,anunciando que ele quer um referendo para "mudar a constituição.

Nos termos da Constituição que ele mesmo escreveu e fez passar no pseudo parlamento do seu pais, há apenas 14 anos, O Presidente é eleito para um mandato de sete anos renovável uma única vez. O limite de idade para a candidatura é de 70 anos. Aos 71 anos, o Presidente Sassou não só é atingido pelo critério de idade, mas também através da limitação do número de mandatos. Resultado, esta Constituição jà não serve os seus interesses e deve ser botado no lixo.

Isto não tem dois nomes, é um "golpe constitucional" que Denis Sassou Nguesso quer cometer no seu país.

Especialista golpes, Denis Sassou Nguesso irá totalizar em 2016, 32 anos no poder. General auto-proclamado ele sabe como usar todas as formas de pressão contra aqueles que lhe resistir. A história política é ainda fresca de memória para dizer como ele tem repetidamente forçado destino para se tornar o presidente todo-poderoso de um pais que é rico em recursos, mas com uma população mergulhado na extrema pobreza.

Especialista de golpes, Denis Sassou Nguesso irá total em 2016, 32 anos no poder. General auto-proclamado ele sabe como usar todas as formas de pressão contra aqueles que lhe resistir. A história política é ainda memória fresca para dizer como ele tem repetidamente forçado destino para se tornar o presidente todo-poderoso em um Congo que é rico em recursos, mas pobres

Nas redes sociais facebook e outras e no mural de um chamado um Brel Obambi, foi emitido uma noticia alarmante fazendo estado da presença de mercenários angolanos que reproduzimos e traduzimos aqui:

Urgente: Info Capital! Envio iminente de uma força expedicionária de soldados Angolanos que deixaram a província angolana de Cabinda rico em petróleo para apoiar o déspota Sassou que enfrenta uma revolta popular da oposição no Congo. No dia 20 de outubro um número impressionante de soldados de língua portuguesa aterrou no Congo para proporcionar um reforço ao Sassou Nguesso. As bases militares do Massabi e Kimongo foram reforçadas em termo de pessoal de logística.

Tudo sugere que com esta intromissão inesperada de soldados angolanos nos assuntos do Congo, traz-nos de volta ao cenário de tristes memórias de 1997, e Sassou Nguesso já tinha usado estes mercenários angolanos na reconquista do poder pela força, semeando a morte de dezenas de milhares de congoleses na passagem macabra de soldados angolanos no país....todas estas informaçoes ainda a serem confirmada numa uma cidade de Ponta Negra em caos, podem mergulhar o Congo para um futuro incerto semeando mortes e pilhagems, no centro de um continente atormentado por algumas guerras de mudanças de constituições,tanto no Congo Brazzaville como no Congo Kinshasa.

Em outras palavras: Quando os nossos dois vizinhos dos Congoleses tossem, Angola deve desempenhar o papel dos enfermeiros....

Osvaldo Franque Buela

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09.10.2015    23h15'


Presidente da Frente Consensual Cabindesa (FCC)

Angola Fala Só: Bilhete Identidade Vicente Pena Pitra Yoba



Nesta Sexta-feira, 9 de Outubro, o Angola Fala Só tem como convidado Vicente Yoba, presidente do Fórum Consensual de Cabinda. Filho de pais naturais de Cabinda, nasceu em Ponta Negra. Foi pioneiro da FLEC e defende que Cabinda deve ter um estatuto especial.

Nome: Vicente Pena Pitra Yoba

Data de Nascimento: 22 de Janeiro 1957

Local de Nascimento: Ponta Negra - Congo Brazzaville

Nacionalidade: Angolana (filho de pais cabindenses)

Estado civil: Casado

Filhos: 5

Profissão: Revisor Oficial de Contas

Formação: Mestre e Doutor em Economia

Destino em Angola: Cabinda

Lema de vida: Emancipar o povo de Cabinda (inspiração vinda dos seus pais que sempre lhe disseram que iriam voltar para casa, que era Cabinda) 

Curiosidades: É católico e estudou para ser padre; na gastronomia gosta de cozido, saca-folha, caldeirada e feijão.

Hobbies: Ler, caminhar, apreciar a natureza

A ler: O último livro que leu trata de Cabinda como um caso internacional

Música: Tudo o que é bom

Cabinda é... "a minha vida, não é um caso de dinheiro, porque há outras formas de ganhar dinheiro, é amor. Cabinda foi de facto integrada a Angola, mas o problema é a forma como fei feita essa integração. O governo angolano deve reconhecer a especificidade do povo de Cabinda, não pode ser tratada como as províncias de Angola."

Onde estava 11 de Novembro de 1975?
"Era muito jovem. Tinha sido preso em Ponta Negra, fiquei detido três dias porque os militares queriam informações sobre a FLEC. Eu era pioneiro da FLEC. Naquela altura, não podemos esquecer, Angola independente era uma coisa boa".

VOA.