Cabinda Não é Angola! Le Cabinda N'est pas l'Angola! Cabinda Is Not Angola!
15.06.2015   23h35'

FLEC ameaça interesses chineses em Cabinda

Cabinda – A direcção da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), através de um comunicado difundido esta segunda-feira, 15 de Junho, impôs um prazo de 63 dias para a China repatriar “urgentemente todos os seus nacionais do território de Cabinda”.

No mesmo documento o Comando Operacional da FLEC/FAC adverte que “não sendo respeitada esta exigência todo o tipo de empresas chinesas são alvos da resistência cabindesa e toda a presença chinesa no território de Cabinda caucionada pelo governo angolano será severamente punida”.

Para a Direcção Político Militar da FLEC/FAC “todos os compromissos e acordos assinados com o governo angolano não são válidos no território de Cabinda”, refere ainda o comunicado que adianta que “Cabinda é um território em guerra”.

Um responsável da FLEC/FAC no interior de Cabinda confirmou, via conversa telefónica à PNN, a “seriedade da advertência” e acrescentou que a FLEC/FAC “não será responsável de qualquer drama que possa ocorrer findo os 63 dias impostos”.

(c) PNN Portuguese News Network

*******************************************************************************************************

Version Française Christelle BENTO-SILABOBO

                     Le FLEC menace les intérêts chinois au Cabinda   

                                       
Cabinda la direction du Front de Libération de l'Etat du Cabinda/Forces armées de Cabindaise (FLEC/FAC), à travers un communiqué diffusé ce lundi, 15 juin, a  donné un délai de 63 jours là a Chine pour rapatrier « d'urgence tous leurs nationaux du territoire du Cabinda ».

Dans le même document le Commandement Opérationnel du FLEC avertit que « en étant pas respecté cette exigence tout type de sociétés chinoises  seront  des l'objets d'attaque de la résistance cabindaise et toute la présence chinoise sur le territoire du Cabinda cautionné par le gouvernement angolais sera sévèrement sera punie ».

La Direction Politique du FLEC/FAC « tous les engagements et les accords signés avec le gouvernement angolais ne sont pas valables sur le territoire du Cabinda », rapportent encore le communiqué qui avance que « Cabinda est un territoire en guerre ».

Un responsable du FLEC/FAC à l'intérieur de Cabinda a confirmé, par conversation téléphonique à PNN, la « gravité de l'avertissement » et a ajouté que le FLEC «  ne sera pas responsable de tout drame qui puisse se produireà la fin des 63 jours imposés ».

(c) PNN Portuguese News Network


___________________________________________________________________________________
21.05.2015   08h35'

ULTIMA NOTICIAS EM  CABINDA



Cabinda: Elefantes comprometem época agrícola no Dinge

Cabinda - Manadas de elefantes estão a devastar as lavras dos camponeses na comuna do Dinge, município de Cacongo, comprometendo a presente época agrícola, afirmou hoje o responsável da Associação dos camponeses da aldeia de Balanga, Pedro Soca.

Ao falar à imprensa, Pedro Soca disse que todos os dias os elefantes devastam lavras sobretudo as que estão próximas das residências, causando prejuízos consideráveis aos camponeses.

 Os animais devastam preferencialmente as culturas de mandioca e bananeiras, principalmente a variedade melhorada de mandioca doce. Na última semana devastaram 10 hectares de plantação de mandioca e batata-doce em crescimento.


21 Maio de 2015 | 8h22 - Actualizado em 21 Maio de 2015 | 8h22

-/=/=/==/=/=/=/=/=/=/=/=
=/=/=/=/=/==//=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=

Cabinda: Elefantes devastam lavras no Buco Zau

Cabinda - Vinte lavras de camponeses na aldeia de Quissamano, município de Buco Zau, foram devastadas por elefantes neste de fim-de-semana

De acordo com Lourenço Kibuidi, camponês residente em Quissamano, a devastação constante das lavras preocupa os camponeses, porque poderá originar a escassez de bens produzidos.

Referiu que sábado uma manada de elefantes atravessou as aldeias do Quissamano e Chivolo a menos de um quilómetros da vila de Buco Zau, sede municipal.

Lourenço Kibuidi disse que pelo menos 23 famílias estão despromovidas de produtos do campo, devido à acção dos elefantes, situação que já é do conhecimento da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA), UNACA e Administração Municipal de Buco Zau para junto com das estruturas competentes estudarem as formas de estancarem a situação.

Ainda na semana finda, os elefantes arrasaram as lavras dos camponeses na comuna do Dinge, município de Cacongo, com culturas de banana, mandioca e abacaxis.

 As lavras dos camponeses das comunas de Massabi e Dinge e parte da regedoria de Tando Pala, município de Cacongo, são igualmente visados pelos elefantes.


20 Maio de 2015 | 16h18 - Actualizado em 20 Maio de 2015 | 16h18

-=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/==/=/=/=/=/=/=/=/=/==/=

Cabinda: INAPEM certifica mais de duzentas empresas

Cabinda - Duzentas e 75 empresas foram certificadas, em Cabinda, no período 2012/2015, pelo Instituto Nacional de Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), número que deverá crescer no decurso do ano, por estar a decorrer o licenciamento de novas unidades empresariais.

Segundo o representante provincial da Instituição, João Baptista Neto, o licenciamento de novas empresas na região é um trabalho que está a ser feito de forma conjunta com as diferentes secretarias provinciais e visa determinar o total das empresas existentes.

Entre as acções desenvolvidas pelo INAPEM em Cabinda, João Baptista Neto destacou os cursos de formação básica em Contabilidade, Administração de empresa, Marketing, Técnicas de venda e de Atendimento ao público.

Disse tratar-se de cursos que já permitiram a formação de 627 empreendedores de Janeiro a Maio do ano em curso.

=/=/=/==//=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=//=/==/=/=/=/=/=/=/=/=/==//==/=//=

Cabinda: Conselho de auscultação social analisa proposta de Lei das comissões de moradores

Cabinda - A proposta de lei das comissões de moradores esteve em análise na sessão extraordinária do Conselho de auscultação e concentração social da província de Cabinda, num encontro relizado terça-feira, nesta cidade, sob orientação da governadora Aldina da Lomba Catembo.

Os participantes debruçaram-se fundamentalmente sobre a organização e funcionamento das comissões de moradores, tendo, na ocasião, a governadora sublinhado que a Constituição da República de Angola prevê a participação do cidadão nas decisões do governo por várias formas, sendo as futuras comissões de moradores uma delas, para além das instituições do poder tradicional, as autarquias locais, entre outras.

Realçou que toda a população é chamada desta forma a participar no poder local, ou seja, na governação participativa, acrescentando que a futura lei sobre organização e funcionamento das comissões de moradores traz consigo os moldes de interligação entre os governos provinciais, administrações municipais, comissão de bairro, autoridades tradicionais e a comissão de moradores, que também dentro do seu quadro orgânico proposto prevê as brigadas de vigilância comunitária que vão interagir com os órgãos da polícia.

Aldina Catembo sublinhou ainda a necessidade urgente do ordenamento do território a fim de se determinar, por exemplo,  onde começa e onde termina a aldeia ou o bairro, encontrar-se o enquadramento e as delimitações de todos os bairros, para favorecer o exercício do poder local.

A reunião, decorrida na sede das secretárias, contou com a participação de membros do conselho de auscultação e concertação social, do governo da província, órgãos de defesa, segurança e ordem interna, autoridades tradicionais e religiosas, representantes da sociedade civil, entre outros convidados.

20 Maio de 2015 | 12h42 - Actualizado em 20 Maio de 2015 | 17h28

____________________________________________________________________________________

14.05.2015   16h45'

Arão Tempo Solto em Cabinda

O Advogado vai Aguardar o Julgamento em Liberdade.


O presidente provincial da Ordem dos Advogados de Angola em Cabinda foi liberto na tarde desta quarta-feira, 14, dois meses após ter sido detido na fronteira com a República do Congo Democrática, precisamente no dia em que estava prevista uma marcha contra as violações de direitos humanos e a gestão da governadora Aldina Matilde da Lomba.

O advogado foi posto em liberdade mediante termo de identidade e residência e deverá apresentar-se às autoridades quinzenalmente, enquanto decorre a instrução do processo para posterior julgamento.

Não há mais detalhes sobre a libertação de Arão Tempo, que por indicação da sua defesa não quer se pronunciar, mas sabe-se que um cliente dele, detido na ocasião, também foi colocado em liberdade.

Entretanto, o activista José Marcos Mavungo, organizador da marcha prevista para 14 de Março mas abortada pelas autoridades, continua detido e, tal como Arão Tempo, com problemas de saúde.

José Manuel
******************************************************************************************************************************
Version Française Christelle BENTO-SILABOBO

Arâo Tempo libéré au Cabinda

L'avocat va Attendre le Jugement en Liberté.

Le président provincial de l'Ordre des Avocats d'Angola au Cabinda a été libéré dans l'après-midi de mercredi, deux mois après avoir été détenu à la frontière avec la République du Congo Démocratique, précisément le jour où était prévue une marche contre les violations de droits humains et la gestion de la gouverneur Aldina Matilde da Lomba.

L'avocat a été mis en liberté moyennant terme d'identité et de résidence et devra se présenter aux autorités bimensuellement, tant que se déroule l'instruction de la procédure pour postérieur jugement.

Il n'y a plus détails sur la libération d'Arâo Tempo, qui par indication de sa défense ne veut pas se prononcer, mais se sait qu'un client à lui, détenu à l'occasion, aussi a été placé en liberté.

Néanmoins, l'activiste José Marcos Mavungo, organisateur de la marche prévue pour le 14 mars mais annulée par les autorités, continue détenu et, tel comme qu'Arâo Tempo, avec des problèmes de santé.

José Manuel

__________________________________________________________________________________

07.05.2015   07h05'

LUTO EM CABINDA / Comunicado fúnebre


Comunicam-se a todos os colegas licenciados abaixo mencionados sobre o passamento físico do colega e amigo que em vida se chamou Joel Muaca (na foto). O velório decorre no Tati e o funeral será na sexta - feira 08.05.2015, na sua aldeia natal de Bata Pemba (Necuto).

São eles: João Nhito Chocolate, José Sebastião Pedro, Graça F. Manda Conde, Helena C. S. Ramos, Helena Simbo Tati, Helena Canhici, Ndombele Mayembe, Sebastião Spapadji, Adelina Mahulo, António Custódio, Lázaro Quilombo, José Vieira Mateus, Graciete Teodoro, Felisbela Baveca, Teresa Conde, Isabel Aurora Maloco, Arsenia, Jacinta, Hortênsia Sumbo, Dunia do Nascimento, Berta Muai, Bernadino Quimino, Gerson, Ana Cuanga, Catarina Cadula, Ana Rosa Pena, António Pambo, Ermelinda , Simao Fernandes "Jilinho", Cristina Malila at all.

PEJOSE
_____________________________________________________________________________________

21.04.2015   07h45'

Raul Tati /Grande Entrevista

O activista fala da necessidade de uma justiça restaurativa e avalia a situação da emancipação de Cabinda e dos direitos humanos no país.


O activista pela causa de Cabinda, professor universitário e ex-vigário da Diocese de Cabinda Raúl Tati foi um dos participantes da 1.ª Conferência Nacional sobre o Direito à Verdade e à Memória Colectiva como Direitos Humanos, na Construção do Estado Democrático e de Direito, realizada na semana passada pela Associação Justiça Paz e Democracia, em Luanda.

Autor de Cabinda: Percurso histórico entre Deus e César, de 1975-2012, que contém registos da história da luta dos cabindas e do papel da igreja naquele território, o ex-padre Raúl Tati, 52 anos, afirma na entrevista que defende a autodeterminação da província, analisa o estado dos direitos humanos em Angola, questão que observa com algum pessimismo.

“Apercebi-me que há duas vozes: uma é a voz oficial do governo angolano que diz que o país está numa normalidade democrática e também em termos de direitos humanos a constituição já assegura e garante estes direitos a quase todos os cidadãos angolanos e que já existe legislação e instituições que estão a velar pela questão dos direitos humanos em Angola. Por outro lado, temos a sociedade civil, que tem uma visão mais próxima da realidade, do que se passa em Angola. Temos legislação, instituições, mas a verdade é que não há cultura de direitos humanos”, afirma.

“Em vez se sermos primeiramente angolanos, somos do partido A ou B”

Qual a sua avaliação sobre o quadro actual do exercício dos direitos humanos em Angola?

Há uma consciência cada vez mais profunda dos cidadãos angolanos, o que vai criar uma cultura de promoção e defesa dos direitos humanos. Cada individuo tem de saber defender-se. Há a Constituição e a lei que o defendem, mas é preciso saber defender os seus direitos quando violados. Hoje temos organizações que já fazem um trabalho de advocacia, o que para mim é um bom sinal. Relativamente ao Governo de Angola, creio que apesar da inércia que ainda existe no tratamento deste tipo de matérias, com o tempo as coisas vão mudar.

O que o faz acreditar nisso?

Angola é membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e tem responsabilidades internacionais acrescidas. De tal modo, não quer fazer o papel de um governo ditador, de um Estado pária, etc. As pressões internacionais são importantes para o país. As coisas podem melhorar se houver vontade para isso.

Mas, na prática, nota progressos?

Na prática, ainda há dificuldades do governo em conviver com a Constituição que aprovou. Podemos ter a Constituição mais perfeita do mundo, mas, se não houver uma cultura adequada, teremos sempre problemas na sua implementação, e é o que está a acontecer. Em matérias de liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, a constituição angolana está muito avançada. Foram buscar modelos para isso e isso dá a imagem de um país que está em perfeita normalidade constitucional, sem ter em conta a adaptação à nossa realidade.

Por que há esta dificuldade?

Os países que vemos hoje como grandes modelos liberdade e desenvolvimento, como os do Ocidente, por exemplo, passaram por histórias dramáticas e ganharam consciência destas liberdades. Refiro-me à Revolução Francesa, à Guerra Civil norte-americana. Mesmo na Europa, depois da Segunda Guerra Mundial, nasceu uma consciência mais forte para a protecção dos direitos e da liberdade. Nós aqui tivemos o período colonial, no qual os povos africanos estavam oprimidos e fizeram lutas de libertação. Hoje devíamos ter a liberdade como algo valioso, mas falta cultura para isso. A guerra civil que tivemos em Angola criou clivagens muito fortes dentro de vários segmentos populacionais e isto deixou sequelas em termos de convivência.

Pode dar exemplos?

Há um problema fundamental que é: em vez de sermos primeiro angolanos, somos antes do partido A ou B, e isto passou a ser um bilhete de identidade na nossa sociedade. Se este ou aquele não for do meu partido, não conta. Caímos na intolerância politica. Quem está a governar olha para os outros que não têm o mesmo poder como pessoas que devem simplesmente obedecer e se conformar com o que é dito. Quem disser que não está de acordo, apanha.

O que não ficou reconciliado?

Um conflito, sobretudo violento, não só atinge os seus protagonistas directos, mas também a população em geral. Há traumas morais e humanos que ficaram nas populações. Isto tem de ser curado com o tempo e tem de haver vontade de superá-lo, o que implica uma consciência da realidade e não a sua omissão, como se não existisse. A sociedade angolana, depois de mais de 30 anos de guerra, certamente sofreu muito no seu tecido social e humano. A reconciliação nacional pressupõe uma reconstrução antropológica dos laços que foram destruídos. Por isso, muitos defendem a justiça restaurativa. Durante o tempo de conflito muita gente sofreu, perdeu familiares e pertences.

O que é preciso fazer por essas pessoas hoje?

Temos um Ministério chamado de Assistência e Reinserção Social. Talvez seja este o espaço para atender a estas questões. Nos casos em que houve crimes de guerra, violações de mulheres, crimes contra a humanidade, etc., para se fazer a reparação é preciso apresentar os autores e responsabilizá-los, como aconteceu na África do Sul. Foram confessados os crimes no tempo do apartheid e posteriormente foi feita uma amnistia individual. No nosso caso, não podemos avançar para uma amnistia geral que nos leva a uma amnésia daquilo que se passou. É preciso buscar o que se passou, e fazer uma terapia para que não volte a acontecer. Estamos a falar de uma justiça restaurativa, justiça de transição.

Por que este seria o melhor caminho para sarar as feridas?

A construção da paz passa por várias etapas, e é um processo que exige vontade e coragem de enfrentar o que foi feito sem fazer vista grossa. Só reconhecendo o que foi feito podemos fazer um mea culpa, mea maxima culpa, para que não se repita. Se não houver responsabilização dos actos criminosos estaremos a criar uma amnésia nacional sobre a nossa história. É preciso mostrar que hoje os problemas devem ser resolvidos de outra maneira. A justiça restaurativa é um bom caminho. Devemos trabalhar para isso. O importante é lançar a primeira pedra. Pode haver uma resistência inicial, já que pode mexer com interesses políticos de A ou B. Com o tempo, pode criar-se um espaço favorável para que isto funcione. Noutros países, onde este tipo de iniciativa funcionou, não foi por iniciativa do governo, mas da sociedade civil e com as dinâmicas próprias do tempo.

Quanto tempo mais acha que pode levar?

Gosto de ser realista. Está a ser feita a construção da nação e a diversidade de realidades deve ser tida em conta neste processo. E ainda é uma intenção. Enquanto houver exclusão de alguns segmentos que poderão concorrer para formar esta nação, não teremos uma nação harmoniosa. Pode avançar-se para uma normalidade em termos de direitos e liberdades, mas deve haver vontade política para isso. Quem está a governar deve dar o exemplo de querer tolerância política e isto vai ser um exercício diário para se criar uma sociedade plural, que passa pela expressão de várias vozes e pensamentos. Luanda, por exemplo, tem a possibilidade de ter vários jornais e rádios. E as outras províncias? Nestas províncias nem sequer existe abertura para criação de um veículo para exprimir a diversidade. Há qualquer coisa que está a falhar na construção da nação.

Até que ponto pode ser prejudicial para uma sociedade a imagem de que está tudo bem quando na realidade e prática não é bem assim?

Muitas vezes caímos no nominalismo, corrente que leva as pessoas a ficarem agarradas aos nomes, mas dissociadas da realidade que estes nomes poderiam representar. Se falarmos de democracia em Angola, estamos a falar de uma democracia formal. Em 1992, o país entrou numa democracia multipartidária. A assembleia é multipartidária, os partidos políticos, as associações estão aí, mas estes aspectos ainda não representam uma convivência multipardidária saudável. Ainda há muitos problemas por superar. A democracia vai avançar, já começou a dar os seus passos. As gerações vindouras herdarão aquilo que nós construirmos hoje. Quem semeia ventos, colhe tempestades. Se semearmos os valores que cimentam a pátria, que fazem Angola ser nação para todos e inclusiva, amanhã as gerações vão colher bonança.

O que se está a construir hoje? Como perspectiva Angola para as gerações vindouras com base nos factos de hoje?

O estado angolano ainda está partidarizado, ou seja, ainda existem resquícios partidários nas instituições do Estado. Significa que há muito trabalho para se fazer em termos de despartidarização. Provavelmente, quando tivermos a alternância do poder, poderemos ver algumas mudanças nesse sentido.

“Temos de acreditar que a sociedade vai evoluir”

Porque considera que o estado angolano está partidarizado?

Nós ainda estamos a ser governados pelo mesmo movimento que participou na libertação de Angola. As raízes foram criadas em todas as instituições do Estado e não serão eliminadas num dia apenas. Creio que é uma dinâmica inevitável. Vamos chegar lá. Não vejo Angola infinitamente submetida a um único partido. A alternância do poder é um dos condimentos importantes e indispensáveis de uma democracia sã e equilibrada. Se houver alternância, haverá despartidarização.

As leis actuais são suficientes para isso?

Muitas destas legislações são quase um copy paste das de Portugal, ou de países que já têm uma certa experiência. Por exemplo, houve um grande ruído sobre a Lei da Probidade Pública de 2010, na qual os titulares dos cargos públicos devem declarar os seus bens e etc. Até hoje nunca mais se falou disso e a questão da impunidade continua em Angola, nos crimes de corrupção, que são visíveis e estão a ser denunciados em jornais, redes sociais, a nível internacional, mas não há nenhum respaldo judicial destes casos, o que significa que é uma lei morta, não passa de um pedaço de papel. É preciso criar mecanismos para reverter esta situação.

As instituições judiciais também estão partidarizadas?

As instituições judiciais devem ser completamente independentes, de tal modo que possam ter respaldo para processar qualquer um sem reservas, independentemente de ser um titular do poder, mas no quadro actual não se pode tocar ainda nestes aspectos considerados “sensíveis” para que não se tornem num problema.

Como o caso de Rafael Marques?

Estamos a ver aqui que o homem que faz as denúncias contra aqueles que prevaricaram em relação aos direitos humanos a passar para o papel de vilão. As instituições de Justiça deviam fazer antes um inquérito, sobretudo a Procuradoria-Geral da República, para apurar a veracidade dos factos e agir em conformidade, responsabilizando os seus actores. O que está a acontecer, esta inversão dos papéis, para mim, não faz sentido.

Além da partidarização, a corrupção não seria uma causa desses problemas democráticos?

Há uma cultura da corrupção em Angola, no topo e na base, e está a corroer todo o tecido social. As pessoas perderam agora as noções de honestidade, lealdade, elas querem ganhar já o máximo possível. Daí também nasce o oportunismo. Estas atitudes todas estão num nível assustador. Mas, por outro lado, temos de acreditar que a sociedade vai evoluir. Vejo Angola numa perspectiva a médio e longo prazo. Não gosto muito dos imediatismos. Não podemos pensar só Angola no hoje, temos de projectar o amanhã. As gerações vindouras o que vão encontrar? Um país enfermo, doente?

É optimista ou pessimista em relação a essas expectativas?

Não devemos dar passos gigantes com pernas de anão. Temos de acompanhar a evolução dentro da nossa dinâmica e ritmo. É preciso dar tempo ao tempo. Aquilo que vivemos nos últimos anos levou-nos a esta dinâmica de pensar no imediato. Há uma certa pressa do jovem em ser adulto, mas que não é a mesma para ser velho. Há uma espécie de impaciência por parte da juventude. Não temos ainda uma realidade interna que nos possa fazer correr e acompanhar a dinâmica do mundo.

Nesta conferência da Associação Justiça, Paz e Democracia muito se falou da necessidade de se conhecer a história para mudar o futuro.

A memória de um país tem a ver com os factos do passado que, no presente, podem ajudar a orientar o país. Quando se diz memória não estamos a falar de esquecimento. Esta conferência mostrou que há várias verdades na história de Angola. O que se pretende é encontrar a verdade consensual para se escrever a verdadeira história de Angola. Em cada momento, conta a versão de quem está a mandar.

E quais são as outras versões da história de Angola?

Temos uma história completamente partidarizada. O MPLA criou os seus heróis, a libertação nacional, os seus monumentos, e só temos um único libertador que é Agostinho Neto. Holden Roberto, por exemplo, também foi um grande combatente para a libertação nacional e só merece uma sepultura. A história real de Angola vai ser uma pesquisa de todas estas verdades. Agostinho Neto libertou, mas não foi sozinho. É preciso ver todos os heróis que deram a sua vida e juventude por este país em vários movimentos e dar-lhes o tratamento e dignidade que merecem. Isto seria um bem para os jovens. O trabalho sobre estas memórias tem de ser feito por quem participou, pelos seus autores, testemunhas e pesquisadores, para poderem perceber o que aconteceu. Os jovens têm também um papel importante nisso. Devem ter o interesse pela história do seu país, porque quem a desconhece, dificilmente saberá que país tem, e desta forma não conseguirá dar continuidade, construir e fazer progredir. As lições da história ajudam-nos a construir o futuro.

Além das versões, existem memórias que se querem esquecidas, como as do 27 de Maio.

Esta data é muito temida por causa da dimensão da sua tragédia. Foi mesmo um terror tão forte, que criou a cultura de medo em Angola, nem se podia tocar neste assunto. Só nos últimos anos é que surgiu a associação do 27 de Maio, já se escreveram livros e artigos sobre o assunto e desta forma os jovens podem saber o que aconteceu nesta data, e porquê. É importante saber os factos e ter uma capacidade de análise individual. Muitas coisas já foram ultrapassadas. Já se está a exorcizar o medo.

“O estatuto especial não representa nada na vida dos cabindas”

Sobre o caso de Cabinda, que passos foram dados em relação à sua emancipação?

Do ponto de vista do governo de Angola, a situação de Cabinda foi resolvida com a assinatura do memorando de entendimento do Namibe em 2006. Esta é a tese oficial. Nós que vivemos em Cabinda, que vemos a realidade, dizemos que o memorando de entendimento não resolveu coisa nenhuma. A única coisa que fez foi acomodar certas figuras ligadas ao processo político de Cabinda em cargos de Estado e também nas empresas públicas e a integração de alguns efectivos militares nas Forças Armadas Angolanas e na Polícia Nacional. Outra coisa que posso dizer que aconteceu, é que antigamente tínhamos os directores e delegados provinciais. Hoje, temos secretários provinciais, mas em relação às outras províncias isso é diferente. Do ponto de vista da gestão do poder político, isto não representa absolutamente nada porque a engenharia do poder continua a ser elaborada a partir de Luanda. O estatuto especial, não representa nada na minha vida, nem na vida dos outros cabindas. Já se passaram nove anos desde o memorando de entendimento. Se a situação de Cabinda tem a ver com a sua emancipação política, então estamos ainda no ponto zero.

Em outras palavras, Cabinda reivindica o seu direito à autodeterminação?

Sim. E esta reivindicação já vem desde a era colonial por força da violação do Tratado de Simulambuco pelos portugueses. Segundo o tratado, Cabinda estava sob soberania portuguesa como protectorado e não como colónia, o que quer dizer que os portugueses obrigavam-se a fazer a protecção do território e não deviam, em circunstância nenhuma, aliená-lo a uma outra potência. Cabinda faz parte de Angola hoje, como Angola fazia parte de Portugal ontem. Dentro das dinâmicas politicas, sociais e históricas as coisas podem mudar. Não existe um dogma para dizer que não pode haver uma alteração deste quadro porque existem antecedentes históricos e jurídicos. O Governo de Angola sabe muito bem de onde vem a questão de Cabinda e que há um problema. A única coisa que eu vejo de positivo neste acordo é o reconhecimento da especificidade de Cabinda.

Cabinda almeja então uma independência total?

Provavelmente, não teremos de avançar para uma independência total e imediata. Mas nós também não queremos ser uma simples província angolana. É possível negociar um estatuto político administrativo que dê um pouco mais de autodeterminação em termos políticos para os cabindas decidirem o seu futuro. Alguns partidos angolanos já estão a ter um entendimento diferente em relação a este assunto, como a UNITA, CASA-CE e o Bloco Democrático, que propõem uma autonomia alargada para Cabinda.

Para finalizar, o que considera essencial para o caminho da paz, justiça e reconciliação em Angola?

Tendo em conta que há uma grande população vítima dos conflitos, dos problemas e traumas, acredito que não haverá reconciliação verdadeira se não houver perdão. E aqui faço-me tributário das palavras do arcebispo Desmond Tutu, da África do Sul, no livro que escreveu, no qual diz que não há futuro sem perdão. A dimensão do perdão para mim implica necessariamente, na visão cristã, primeiro, reconhecimento da culpa e disposição de emenda. Tu só me podes perdoar se eu estiver disponível para receber o perdão, e neste caso tenho de reconhecer que te fiz mal. Suponhamos que eu não reconheça a maldade que fiz, lesei os teus interesses e não tenho nenhum arrependimento, nem proposta de emenda, logo, não mereço perdão. Houve de alguma maneira uma reciprocidade de ofensas de várias partes envolvidas no conflito. Se se cultivar na sociedade angolana este exercício do perdão mútuo, poderemos dar um grande avanço para que se abra o caminho para uma verdadeira reconciliação da grande família angolana. Quando temos ideias certas, na hora certa, temos de ter um quadro excepcional para materializar estas ideias, para que não morram. É fundamental.

http://www.redeangola.info/especiais/ha-uma-cultura-da-corrupcao-em-angola-no-topo-e-na-base/


___________________________________________________________________________________

10.04.2015   19h25'

Cabinda: Estado de Saúde de Marcos Mavungo Está a Deteriorar na Cadeia!

Cabinda - O estado de saúde dos detidos José Marcos Mavungo, 56 anos de idade, funcionário da Chevron e defensor dos direitos humanos em Cabinda, e de Arão Bula Tempo, 52 anos de idade, Advogado-Presidente do Conselho Provincial da Ordem dos Advogados em Cabinda e igualmente defensor dos direitos humanos, está a deteriorar a cada dia que passa desde a sua detenção no pretérito dia 14 de Março de 2015.

Na semana passada, Arão Tempo teve uma crise hipertensiva e recusou-se a ser assistido pelos médicos que os serviços prisionais colocaram a seu dispor, por não lhe inspirar confiança e por temer pela sua vida. Entretanto, a seu pedido, os Serviços Prisionais autorizaram que fossem ambos assistidos por uma médica de sua confiança. Trata-se da Dra Carlota Tati, que já assistira a ambos em outras ocasioes muito antes das suas detenções. Esta esteve com os mesmos no dia 7 de Abril para uma consulta de rotina na unidade penitenciária. Tendo observado o estado delicado dos mesmos, a médica requisitou-os para exames de especialidade no Hospital Central de Cabinda, o que devia ter acontecido na quarta-feira, dia 8 de Abril, mas só foi possível hoje, dia 09 de Abril.

Da observação e dos exames feitos por um cardiologista de nacionalidade cubana, foi diagnosticado ao Dr José Marcos Mavungo uma insuficiência cardíaca e valvulopatia mitral. Por este facto, o especialista deu baixa ao paciente na secção dos cuidados intensivos onde está a receber tratamento.

O Padre Raul Tati que visitou-lhe conta que “ao visitá-lo esta tarde, embora tenha conversado um pouco comigo, viu-o bastante pálido e abatido, facto que me fez perceber da gravidade do seu estado de saúde. O Dr Arão Termpo foi recolhido para a cadeia depois do exame médico, mas está muito debilitado e o seu estado também inspira cuidados.”

De referir que o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), sedeado em Brazavile (Republica do Congo), efectuou uma visita aos detidos dias depois da sua detenção fazendo-se acompanhar de um médico que também os observara.

Diante deste cenário, e tendo em conta que do ponto de vista processual não houve desenvolvimentos nestas duas últimas semanas, “venho através desta informação rogar por uma ação urgente em favor da libertação incondicional dos dois activistas”, apelo Raul Tati igualmente membro da sociedade civil em Cabinda.

Fonte: Club-k.net
******************************************************************************************************
Version Française Christelle BENTO-SILABOBO

Cabinda : L'État de Santé de Marcos Mavungo est en train de se Détériorer en Prison.

Cabinda - l'état de santé des détenus José Marcos Mavungo, 56 ans d'âge, fonctionnaire de Chevron et défenseur des droits humains au Cabinda, et d'Arâo Bula Tempo, 52 ans d'âge, Avocat-Presidente du Conseil Provincial de l'Ordre des Avocats au Cabinda et également défenseur des droits humains, est en train de détériorer à chaque jour qui passe depuis sa détention le 14 mars 2015 passé .

La semaine dernière, Arâo Bula Tempo a eu une crise hypertensive et avait refusé à être assisté par les médecins que les services pénitentiaires ont placé à leur disposition, parce qu'ils ne lui inspirerait confiance et de craindre pour sa vie.

Néanmoins, à leur demande, les Services Pénitentiaires ils ont autorisé que les deux soit assistés par un médecin de leur confiance. Il s'agit de Dr Carlota Tati, qui déjà avait assisté tous les deux dans d'autres occasions beaucoup avant leurs détentions. Celle-ci a été avec les mêmes le 7 avril pour une consultation de routine dans l'unité de prison. En ayant observé l'état délicat des mêmes, le médecin les a demandés pour passer des examens spécialisés à l'Hôpital Central du Cabinda, ce qui devait avoir lieu le mercredi, 8 avril, mais cela a été seulement possible aujourd'hui, 09 avril.

Du commentaire et des examens faits par un cardiologue de nationalité cubaine,il a été diagnostiqué au Dr José Marcos Mavungo une insuffisance cardiaque et une valvulopathie mitral. De ce fait, le spécialiste a donné de la diminution au patient dans la section des soins intensifs où il est en train de recevoir le traitement.

Le Prêtre Raul Tati qui lui a rendu visite raconte que « il l'à visité cet après-midi, bien qu'il ait parlé un peu avec moi, je l'ai vu suffisamment pâle et abattu, fait qui m'a fait percevoir de la gravité de son état de santé. Le Dr Arâo Termpo a été ramené pour la prison après l'examen médical, mais il est très faible et son état aussi inspire des soins. »

De rapporter que le Comité International de la Croix Rouge (CICV), située dans Brazavile (République du Congo), a effectué une visite aux détenus des jours après leur détention en se faisant accompagner d'un médecin qui aussi les avaient observés.

Devant ce scénario, et vu que du point de vue processive il n'a pas eu de développements de l'affaire ces deux dernières semaines, « je viens à travers ces informations supplier pour une action urgente pour la libération inconditionnelle des deux activistes », fais appel Raul Tati également membre de la société civile au Cabinda.

Source : Club-k.net


__________________________________________________________________________________

02.05.2015  00h15'

Convocada Manifestação para Exigir Soltura de Presos Políticos em Cabinda



Luanda - Jovens activistas cívicos angolanos (revús) anunciaram, esta semana,  a realização de uma manifestação no próximo sábado, 4 de Abril (Dia da Paz) ao Governo Provincial de Luanda (GPL), caso o regime angolano não liberte os activistas José Mavungo e Arão Tempo, detidos no dia 14 deste mês em Cabinda.

A CARTA:

Ao
Exmo Governador de Luanda
Graciano Domingos

ASSUNTO: Comunicação da realização de uma manifestação pública.

Nós, jovens activistas cívicos de vários estratos sociais, conhecidos por jovens revolucionários (revús), e vários cidadãos angolanos, viemos através desta petição, demonstrar a nossa indignação face à detenção ilegal dos cidadãos angolanos: José Marcos Mavungo e Arão Bula Tempo, pelas autoridades angolanas, ocorrida a 14 de Março de 2015 na província de Cabinda, quando se pretendia realizar uma manifestação pública legal.

Dois dias após as detenções, os mesmos foram levados para um julgamento sumário no Tribunal Provincial de Cabinda, onde as autoridades, através do Ministério Público, não conseguiram apresentar provas contra os dois cidadãos. Diante da insuficiência e incoerrência do Ministério Público, o Tribunal errou ao manter os dois detidos na Unidade Penitenciária do Yabi, enquanto a Procuradoria Geral da República efectua as suas investigações.

Portanto, José Marcos Mavungo e Arão Bula Tempo deviam ser postos em liberdade condicional, enquanto se efectuam as investigações. Até a data presente os detidos desconhecem os supostos crimes que cometeram e as acusações que lhes pesam, tão pouco foram informados sobre a data em que terão de ser levados novamente ao Tribunal.

Tendo efectuado visitas aos cidadãos José Marcos Mavungo e Arão Bula Tempo, descobrimos que existe uma terceira pessoa detida, tratando-se de um cliente do advogado Arão Tempo, conhecido por Manuel, identificado como sócio da empresa Global, em Cabinda. O cidadão Manuel encontra-se injustamente associado à tentativa de manifestação. Os três detidos queixam-se sobre o estado de saúde e das condições desumanas de acomodação e sanitárias das celas, onde se encontram, na prisão de Yabi. A programada manifestação de protesto contra abusos de direitos humanos e a má governação em Cabinda foi devidamente comunicada às autoridades, cumprindo com os trâmites legais. Portanto, tudo indica que as detenções foram arbitrárias e encomendadas, sendo associado o exercício de um direito constitucionalmente consagrado à questões políticas do enclave.

Nota-se do lado das autoridades, o excesso de prisão preventiva, e desta feita, nós, os subscriptores desta petição, exigimos a liberdade incondicional de José Marcos Mavungo, Arão Tempo e o cidadão identificado por Manuel até Sexta-feira, 3 de Abril de 2015. A não libertação dos mesmos, forçar-nos-á a sairmos às ruas de Luanda e doutras províncias de Angola e na diáspora, para reinforçarmos as nossas exigências numa manifestação pacífica de carácter internacional às 13 horas no Sábado, 4 de Abril de 2015, no Largo da Independência.

Luanda, aos 30 de Março de 2015.

Sem mais. Atenciosamente,

Os subscritores:

Adao Pedro Bunga – Viana – 924 667 411
Rosa K. Conde – Cacuaco – 928 059 229
Pedrowski Teca – Maianga – 946 877 016
Laurinda Manuel Gouveia – Palanca – 931 492 482
Odair Fernandes – Rangel – 941 055 874

Fonte: Club-k.net

_____________________________________________________________________________________
27.03.2015   07h15'

Activista e Advogado Continuam Detidos em Cabinda sem Previsão de Julgamento!



O activista José Marcos Mavungo e o presidente provincial da Ordem dos Advogados de Angola Arão Tempo continuam na prisão 20 dias depois de terem sido detidos pelas autoridades em Cabinda.

Mavungo foi detido em casa na manhã do dia 7 antes do início de uma marcha por ele organizada que pretendia manifestar-se contra as violações dos direitos humanos no enclave e a governadora Aldina Matilde da Lomba Katenbo.

O advogado Tempo, por sua vez, foi preso na fronteira com a República do Congo.

O deputado pela bancada parlamentar da Unita Raul Danda e activista cívico de cabinda Alexandre Kuanga deploram e criticam a atitude das autoridades.

Danda vai mais longe e acusa: "Recebi uma ligação de alguém próximo ao Governo de Cabinda a informar-me que os serviços de segurança do Estado perguntavam constantemente no aeroporto de Cabinda a que horas eu chegava", diz Danda que considera de arbitrária a detenção dos dois activistas cívicos.

"Prende-se o Dr. Marcos Mavungo por apelar as pessoas a se manifestarem, o que é um direito constitucional isto é algum crime? Prende-se o Dr. Arão Tempo por ir à procura de tratamento em Ponta Negra porque a saúde em Cabinda é uma desgraça, é medíocre, não presta para nada, isto é crime?”, pergunta o líder parlamentar da Unita.  

O activista Alexandre Kuanga, que diz ter escapado à prisão em Cabinda, revela que "mesmo passando pelo tribunal sem provas o Dr. Marcos Mavungo continua detido e o Dr. Arão Tempo ate agora não foi ao tribunal”.

Fontes da VOA indicam que as autoridades judiciais têm 45 dias para formalizar a acusação contra Mavungo e Tempo e, findo este período, podem solicitar mais 45 dias e, finalmente, mais 30 dias para formalizar a acusação.

Manuel José/VOA/CABINDA
****************************************************************************************************
Version Française Christelle BENTO-SILABOBO

l'Activiste et l'Avocat Continuent Detenus au Cabinda
sans
Prévision de Jugement


L'activiste José Marcos Mavungo et le président provincial de l'Ordre des Avocats d'Angola Arâo Tempo continuent en prison 20 jours après avoir été detenus par les autorités angolaises au Cabinda.

Mavungo a été detenu à la maison tôt le matin du jour 7 avant le début d'une marche organisé et prétendait  manifester contre les violations des droits humains dans l'enclave et la mauvaise gouvernance de Aldina Matilde da Lomba Katenbo.

L'avocat Tempo, à son tour, a été arrêté à la frontière avec la République du Congo.
Le député du banc parlementaire de l'UNITA Raul Danda et l'activiste civique de cabinda Alexandre Kuanga déplorent et critiquent l'attitude des autorités.

Danda va plus loin et accuse : « J'ai reçu une liaison de quelqu'un proche au Gouvernorat du Cabinda à m'informer que les services de sécurité de l'État demandaient constamment à l'aéroport du Cabinda à quelle heure j'arrivais », dit Danda qui considère arbitraire la détention des deux activistes civiques.

« La Detention du Dr Marcos Mavungo pour avoir fait appel les personnes à manifester, ce qui est un droit constitutionnel ceci est-il un crime ?

On a également detenu le Dr
Arâo Tempo qui allait chercher des traitements à Pointe-Noire parce questions de santé au Cabinda est une catastrophe, sont médiocres, ne valent rien, ceci ne sont pas un crime ?
 », se demande le chef parlementaire de l'UNITA.

L'activiste Alexandre Kuanga, qui dit d'avoir échappé à la prison au Cabinda, révèle que « même en passant par le tribunal sans preuves le Dr Marcos Mavungo  continue detenu et le Dr Arâo Tempo jusqu'à présent n'ont pas été au tribunal ». Des sources de VOA indiquent que les autorités judiciaires ont 45 jours pour formaliser l'accusation contre Mavungo et Tempo et, fini cette période, peuvent solliciter plus 45 jours et, finalement, plus 30 jours pour formaliser l'accusation

José Manuel/VOA/CABINDA
____________________________________________________________________________________
20.03.2015   09h45'

O Julgamento de Ativista Cabindês
José Marcos Mavungo Suspenso Hoje pelo Procurador

a audiência foi suspensa e o processo remetido à Direção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), para nova audição.

O julgamento do ativista José Marcos Mavungo, que responde pelo crime de sedição, foi hoje suspenso, por apresentar problemas na instrução processual, disse à Lusa fonte que está a acompanhar o caso.

Os dados foram avançados à agência Lusa por Anacleto Mbiquila, secretário do presidente do Conselho Provincial de Cabinda da Ordem de Advogados de Angola, Arão Tempo, que também se encontra detido.

José Marcos Mavungo, organizador de uma marcha contra a má governação e violação dos direitos humanos na província angolana de Cabinda, foi detido no sábado, dia em que estava prevista a manifestação.

As autoridades angolanas não autorizaram a realização da manifestação.

Segundo Anacleto Mbiquila, a audiência foi suspensa e o processo remetido à Direção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), para nova audição de Marcos Mavungo pelo procurador.

Marcos Mavungo e Arão Tempo respondem alegadamente pelo crime de sedição, que implica atentados contra a segurança de Estado através de motins, tumultos, ameaças ou injúrias, ou ainda da invasão de edifícios para se impedir a aplicação da lei e impedir ou perturbar uma entidade de exercer autoridade pública.

Anacleto Mquila referiu que Arão Tempo se encontra detido na cadeia civil de Cabinda, desde às 19:00 locais (18:00 em Lisboa) de quarta-feira.

O ativista Marcos Mavungo foi detido sábado de manhã, quando se dirigia a uma igreja para assistir à missa, antes da marcha programada, cuja concentração estava marcada para as 13:00 (12:00 em Lisboa).

Arão Tempo foi detido no posto fronteiriço de Massabi, quando pretendia viajar para a República do Congo.

Na segunda-feira, o Conselho Provincial de Cabinda da Ordem de Advogados de Angola emitiu um comunicado, considerando ilegal a detenção do seu presidente e apelando a reposição da legalidade.

Fonte: noticiasaominuto.com

*****************************************************************************************************
Version Française Christelle Bento Silabobo

Le Jugement d'Activiste Cabindais
José Marcos Mavungo Suspendu Aujourd'hui par le Procureur

l'audience a été suspendue et la procédure envoyée à la Direction Provinciale de Recherche Criminelle (DPIC), pour une nouvelle audition.

Le jugement de l'activiste José Marcos Mavungo, qui répond pour le "crime de sédition", aujourd'hui a été suspendu, présentant des problèmes dans l'instruction processive, a dit à l'agence Lusa la source qui est en train d'accompagner le cas.

Les données ont été avancées à l'agence Lusa par Anacleto Mbiquila, secrétaire du président du Conseil Provincial du Cabinda de l'Ordre d'Avocats d'Angola, Arão Bula Tembo, qui aussi se trouve détenu.

José Marcos Mavungo, organisateur d'une marche contre la mauvaise gouvernance et violation des droits humains dans la province "angolaise" de Cabinda, a été détenu samedi, jour où était prévue la manifestation.

Les autorités angolaises n'ont pas autorisé la réalisation de la manifestation.

Selon Anacleto Mbiquila, l'audience a été suspendu et la procédure envoyée à la Direction Provinciale de Recherche Criminelle (DPIC), pour une nouvelle audition de Marcos Mavungo par le Procureur général.

Marcos Mavungo et Arão Tembos répondent présument pour le crime de sédition, qui implique des attentats contre la sécurité d'État à travers des émeutes, de tumultes, menaces, ou encore de l'invasion de bâtiments pour empêcher l'application de la loi et empêcher ou déranger une entité d'exercer autorité publique.

Anacleto Mquila a rapporté qu'Arâo Tembo se trouve détenu dans la prison civile de Cabinda, depuis le mercredi a 19:00 locale (18:00 à Lisbonne).

L'activiste Marcos Mavungo a été arrêté samedi matin, quand il se dirigeait à une église pour assister à la messe matinale, avant la marche programmée, pour le samedi à 13:00 (12:00 à Lisbonne).

Arâo Tembo a été détenu dans le poste frontière de Massabi, quand il prétendait voyager pour des soins de santé à Pointe-Noire en République du Congo.

Lundi, le Conseil Provincial de Cabinda de l'Ordre d'Avocats d'Angola a émis un communiqué, en considérant illégal la détention de son président et en faisant appel de la légalité.

Source:noticiasaominuto.com


___________________________________________________________________________________


12.03.2015      22h45'

Crescente agitação leva General Manuel Vieira Dias "Kopelipa" a Cabinda.


Mais manifestações convocadas para o fim de semana. Aumentam acusações contra governadora

O anúncio de uma manifestação em Cabinda no próximo sábado, 14, está a aumentar a tensão no território e a  causar apreensão ao mais alto nível do Governo angolano
Uma delegação da casa militar da Presidência da República, chefiada pelo general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, chegou hoje, 12, a Cabinda ao mesmo tempo que mais elementos da sociedade civil anunciavam a sua intenção de se manifestarem contra as autoridades.

Depois da activistas terem convocado uma manifestação para protestar contra o que dizem ser violação dos direitos humanos e a má governação, um grupo de mulheres e de taxistas promete realizar uma marcha para protestar contra o que consider de concorrência desleal da governadora que colocou no mercado uma enorme quantidade de táxis e de estar alegadamente por detrás das restrições das mulheres no acesso às lavras.

Embora essas duas marchas não tenham sido divulgadas a nível da imprensa, a informação ganhou força com a entrada em cena das forças de defesa e segurança.

Alguns membros do Governo local estão a ser alvos de acusações e outros tantos começaram a ser investigados por alegadamente estarem por detrás destas manifestações já que algumas mulheres serem alegadamente militantes do MPLA.

A agitação surge numa altura em que prosseguem os trabalhos das comissões de inquérito da Presidência da República e do Bureau Político do MPLA que investigam várias situações de desvios de fundos e  má gestão na governação do enclave de Cabinda.

Em documentos e cartas endereçadas ao Presidente da República José Eduardo dos Santos, grupos de cidadãos naturais de Cabinda criticaram com efeito a má gestão da governadora Aldina Matilde da Lomba Catembo.

A mais recente acusação veio do secretariado da Unita em Cabinda que acusou a governadora de estar a enriquecer-se com fundos públicos e de criar uma elite de governação composta por membros de sua família.

Essas situações aliadas aos impedimentos  e restrições que as camponesas têm sido vitimas no acesso às lavras fizeram levantar uma onda de protesto que desencadearam na convocação da manifestação liderada pela juventude da ex-associação cívica de Cabinda Mpalabanda.

Manuel José/Tchiowa-City/CABINDA/VOA

*******************************************************************************************************************************
Version Française

La Croissante agitation conduit le Général Manuel Vieira Dias « Kopelipa » eu Cabinda


Plus de manifestations convoquées pour le week-end. Augmentent des accusations contre la gouverneure

L'annonce d'une manifestation au Cabinda le prochain samedi, 14, est en train d'augmenter la tension dans le territoire et tde causer l'appréhension au plus haut niveau du Gouvernement angolais.

Une délégation de la maison militaire de la Présidence de la République, commandée par le général Hélder Vieira Dias « Kopelipa », est arrivée aujourd'hui, 12, au Cabinda en même temps que plus d'éléments de la société civile annonçaient leur intention de manifester contre les autorités.

Après avoir convoqué une manifestation par les activistes pour protester contre ce qu'ils considèrent être des violations des droits humains et la mauvaise gouvernance, un groupe de femmes et de chauffeurs de taxi promet de réaliser une marche pour protester contre ce qu'ils considerent de concurrence déloyale de la gouverneure qui a placé sur le marché une énorme quantité de taxis et d'être présumément derrière les restrictions des femmes dans l'accès aux champs.

Bien que ces deux marches n'aient pas été divulgués au niveau de la presse, les informations ont gagné en force avec l'entrée en scène des forces de défense et sécurité.

Quelques membres du Gouvernement local sont en train d'être des objets d'accusations et autres ont commencé à être enquêtées présumément qu'ils seraient derrière ces manifestations depuis quelques femmes qui sont présumément des militantes du MPLA.

L'agitation apparaît à une occasion  où continuent les travaux des commissions d'enquête de la Présidence de la République et du Bureau Politique du MPLA enquêtent sur plusieurs situations de détourements de fonds et de la mauvaise gestion dans la gouvernance de l'enclave du Cabinda.

Dans des documents et des lettres adressées au Président de la République José Eduardo dos Santos, des groupes de citoyens ariginaires du Cabinda ont critiqué en effet la très mauvaise gestion de la gouverneure Aldina Matilde da Lomba Catembo.

La plus récente accusation venait du secrétariat de l'UNITA au Cabinda lequel a accusé la gouverneur de s'enrichir avec des fonds publics et de créer une élite de gouvernement composé par des membres de sa famille.

Les situations alliées aux empêchements et restrictions que les paysannes ont été interdites dans l'accès aux plantations afin de labourer leur champs fait aussi soulever une onde de protestation conduite par la jeunesse de l'ex-association civique de Cabinda Mpalabanda dissoute par le gouvernement angolais.

Manuel José/Tchiowa-City/CABINDA/VOA

___________________________________________________________________________________

27.02.2015   12h35'
Novas Dinâmicas

As múltiplas Ofensivas em Cabinda!

Lisboa – Tudo aponta para que 2015 será um ano quente em Cabinda. A guerrilha pretende revitalizar a sua capacidade operativa e a sociedade civil está com uma nova dinâmica.

Em Dezembro vários ataques da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) ocorram na região de Buco Zau, próxima da fronteira do enclave com a Republica Democrática do Congo.

O Chefe de Estado-maior da FLEC/FAC, Estanislau Miguel Boma, reconheceu que a guerrilha efectuou duas emboscadas a 17 e 20 de Dezembro de 2014 contra patrulhas das Forças Armadas de Angola (FAA).

Simultaneamente dois outros ataques foram reivindicados pela FLEC pelo Comandante «Sem Medo» e pelo Comandante «Sem Perdão», fiéis a Nzita Tiago, 88 anos, líder carismático da resistência cabindesa, exilado em França. Uma das operações terá acontecido a 12 de Dezembro e a segunda a 3 de Janeiro de 2015, ambas na região de Buco Zau.

As múltiplas reivindicações provocaram sentimentos de incredibilidade sobre as reais capacidades militares da FLEC, seja em termos de equipamento militar, seja em capacidade operativa, mas também devido ao cruzamento dos anúncios das operações.

Oficialmente Luanda não confirmou nem desmentiu a ocorrência de ataques em Cabinda. Uma posição clássica e antiga de Luanda que com o «silêncio» pretende sustentar que «não há nada para falar» porque «não há guerra em Cabinda». Uma postura arriscada e de complexa gestão caso a FLEC efectue uma operação de grandes proporções, tal como aconteceu em Janeiro de 2010 com o ataque que vitimou vários togoleses que participavam na Copa Africana das Nações (CAN).

Mas nos bastidores Luanda está seriamente preocupada com a questão de Cabinda e suas evoluções. Desde a Casa Militar da presidência ao Mirex (Ministério das Relações Exteriores de Angola), conselheiros «especiais», uns conhecedores da questão de Cabinda e outros ex-membros da FLEC, constroem a política angolana relativamente ao enclave. Pertencem a uma nova geração de «homens de influência» de Angola, formados no exterior do país, que por vezes são os co-autores das posições mais radicais e inflexíveis sobre o diálogo ou negociações com os nacionalistas ou resistentes cabindeses.

A visão redutora sobre a multiplicação das acções da FLEC em Cabinda assenta na premissa que a guerrilha cabindesa não tem capacidade para destabilizar o enclave porque está financeiramente falida e dividida.

As divisões na FLEC, que descredibilizam internacionalmente a guerrilha, não é todavia o seu «calcanhar de Aquiles» porque, se estruturalmente e politicamente a FLEC está dividida, esta divisão apenas afecta as lideranças mas não as bases. Para além de partilharem a mesma identidade, os guerrilheiros têm entre si múltiplos laços familiares e individualmente tanto defendem a liderança de Nzita Tiago como a chefia de Alexandre Tati.

Neste caso, os motivos das divisões assentam na contenda sobre se a guerrilha em Cabinda deve ou não ser chefiada a partir da Europa. Mas também está em causa a problemática sobre o reconhecimento geral de um líder do movimento, quando as regras são estabelecidas por normas tradicionais invioláveis.

No entanto as várias acções da FLEC demonstram que os debates sobre as chefias não põem em causa a sua operacionalidade. Assim como a real falência financeira da FLEC não afecta a sua capacidade combativa porque as emboscadas e outro tipo de operações têm também como objectivo recolher armamento e munições.

Simultaneamente com as acções militares das FLEC estão também em curso várias «ofensivas» da Sociedade Civil.

Destaca-se a iniciativa Belchior Lanzo Tati com a Frente Consensual Cabindesa (FCC) que conseguiu reunir várias personalidades associadas ao nacionalismo cabinda, órfãos das estruturas mais mediatizadas mas também elementos excluídos das FLEC ou desiludidos com os Acordos do Namibe assinados por António Bento Bembe no momento da rendição da FLEC Renovada.

Após uma reunião em Ponta Negra, República do Congo, no início de Janeiro de 2015, foi reafirmado que a FCC pretende criar um grupo alargado que permita a abertura de canais que viabilizem negociações directas com Luanda para a resolução da questão de Cabinda, em que se prevê a desmobilização da guerrilha, tal como já ficara patente nas conclusões da reunião de Março de 2014.

No entanto para a FCC será mais fácil abrir canais de comunicação com Luanda do que com a guerrilha. O facto de a FCC ser maioritariamente constituída por órfãos das FLEC tornou-a num repositório de animosidades que a distanciam fatalmente das FLEC. Um complexo problema que Belchior Lanzo Tati terá de ultrapassar conjuntamente com o «presidente» da FCC, Vicente Pitra Pena, oriundo da FLEC Original de Ranque Franque.

Na sua acção a FCC conseguiu atrair alguns guerrilheiros das FLEC que desmobilizaram voluntariamente porque sentiram que as suas chefias os tinham abandonado no momento da cisão na FLEC quando Alexandre Tati se separou da tutela da FLEC/FAC liderada por Nzita Tiago.

Mesmo assim a FCC está com uma forte dinâmica em Cabinda e particularmente na diáspora cabindesa onde multiplica os contactos, tornando-se consequentemente numa parte da «ofensiva» em curso.

Mais discreta, mas muito presente, está um número significativo de jovens cabindeses que se assumem como independentistas e multiplicam as acções de sensibilização nacionalista em todo o enclave. Estes jovens, que não estão sobre a alçada de um organismo legal, assumem que operam na «clandestinidade».

Esta juventude, quem tem adoptado múltiplas designações, acredita na «Primavera de Cabinda» assim como que a presença de Angola no enclave «não será eterna» e crêem que «o gigante angolano pode desmoronar» tal como aconteceu a vários ditadores e regimes ditatoriais em África.

Para além de militantes independentistas, tornaram-se também em observadores anónimos e invisíveis das violações dos direitos humanos em Cabinda mas também dos mecanismos da corrupção no enclave. No entanto, não pretendem permanecer numa postura passiva e pretendem avançar para uma postura activa e visível. Discretos mas muito activos e dinâmicos, estes jovens poderão dar algumas complexas dores de cabeça a Angola no decorrer de 2015 fazendo assim parte das ofensivas em curso.

Cada vez mais presente em Cabinda está a Igreja Católica das Américas com o carismático padre Jorge Casimiro Congo que, após ser excluído da Igreja Católica Apostólica Romana, decidiu continuar o seu prelado à margem da tutela de Roma. Apesar de ser uma corrente religiosa, os seus fiéis e catecistas defendem a particularidade identitária de Cabinda seja em termos culturais seja em termos religiosos.

Assumindo um distanciamento com a Igreja Católica Apostólica Romana e especialmente com a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), a Igreja Católica das Américas reivindica uma independência espiritual intrínseca aos cabindas, que se torna numa etapa preambular para a independência política. A ofensiva «espiritual» da Igreja Católica das Américas tem preocupado seriamente o Ministério do Interior angolano que se vê incapaz para controlar a dinâmica de Jorge Casimiro Congo e dos seus catecistas.

Porém as ofensivas em curso em Cabinda não serão apenas espirituais ou pacíficas. A reorganização militar das FLEC viabilizou a multiplicação de comandos operativos autónomos que agem em todo o território.

Esta autonomia dos comandos permite-lhes efectuarem operações segundo a realidade do terreno onde estão presentes, mas também permite aos chefes de cada comando decidir autonomamente, e sem conhecimento superior, sobre uma acção segundo a sua visão estratégica e interpretação individual da oportunidade táctica.

Assim, a probabilidade de empresas implantadas em Cabinda serem alvos da guerrilha é uma hipótese encarada como muita seriedade, tal como ressurgirem acções de raptos em moldes diferentes daqueles que marcaram a década de 90.

Para alguns chefes de comando da guerrilha, o colapso financeiro da FLEC começou quando as empresas presentes em Cabinda deixaram de pagar o «imposto revolucionário» à guerrilha, acreditando que Angola controlava militarmente todo o território.

Por outro lado, chefes da guerrilha defendem também que os cessar-fogos unilaterais da FLEC não tiveram qualquer resultado prático, mas contribuíram para o esquecimento sobre Cabinda pela Comunidade Internacional que interpretou a inexistência de combates no enclave como uma vitória militar angolana e não como um resultado do cessar-fogo unilateral.

Múltiplos indícios apontam que 2015 pode ser um ano «quente» em Cabinda. Apesar das múltiplas «ofensivas» em curso não estarem coordenadas ou articuladas entre si, estão a decorrer em simultâneo.

Por outro lado, a multiplicação das acções da FLEC e um clima de revolta na população desenvolve um efeito de contágio que poderá ter repercussões na activação de grupos que até agora permaneceram silenciosos ou discretos.

Rui Neumann in Password Confidential Newsletter

(c) PNN Portuguese News Netwok

____________________________________________________________________________________
12.02.2015      08h35'

Embaixador de Portugal Trabalha em Cabinda

Cabinda - O embaixador de Portugal em Angola, João da Câmara, iniciou desde, quinta-feira, uma visita de dois dias no Territorio de Cabinda (sob a ocupaçâo ilegal de Angola desde1975), destinada a conhecer as potencialidades locais e encetar contactos com as autoridades angolanas para o reforço da cooperação Angola e Portugal.

Momentos após à sua chegada, o diplomata português foi recebido em audiência pela governadora angolana de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, com quem abordou sobre possíveis investimentos de Portugal em Cabinda.

Falando à imprensa no final da audiência, João da Camara revelou que residem em Cabinda cerca de mil portugueses.

Durante a sua estada, o diplomata vai visitar os municípios de Cacongo e Buco-Zau, a central térmica do Malembo, às obras do Pólo Industrial de Fútila e o local de implantação do Porto de Águas Profundas de Cabinda (que na realidade nâo exista, mas so no fantasma dos comunistas angolanos do MPLA).

Salomâo dos Anjos N'tula, Tchiowa-City, Cabinda

******************************************************************************************************************************

Version Française Christelle BENTO-SILABOBO

L'Ambassadeur du Portugal en Voyage de Travail au Cabinda

Tchiowa/Cabinda - l'ambassadeur du Portugal en Angola, João da Câmara, a initié aujourd'hui, depuis jeudi, une visite de deux jours dans le Territoire du Cabinda (sous occupation illégale de l'Angola depuis 1975), destiné à connaître les potentialités locales et commencer des contacts avec les autorités angolaises pour le renforcement de la coopération entre le Portugal et l'angola.

Quelques Moments après son arrivée, le diplomate portugais a été reçu en audience par la gouverneure angolaise du de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, avec laquelle il a abordée sur de possibles investissements du Portugal dans le territoire du Cabinda.

En parlant à la presse à la fin de l'audience, João da Camara a révélé qu'environ un millier de Portugais.qui habitent au Cabinda

Pendant son séjour, le diplomate va visiter les villes de Cacongo et de Buco-Zau, la  centrale  thermique de Malembo, les oeuvres du Pôle Industriel de Fútila et du lieu d'implantation du Port en eau Profonde du Cabinda (qui en réalité n'existe pas, sauf bien sûr dans le fantasme mensonger des communiste angolais du MPLA.

Salomâo Dos Anjos Ntula

__________________________________________________________________________________

01.02.2015   10h59'

COMUNICADO DA FLEC/Simulambuco: 130 Anos!


                            Tratado Luso-Cabindês de 1 de Fevereiro 1885.

Ninguém não tem o direito de apagar a história dum Povo, porque um Povo sem história é um Povo sem alma.

Na ocasião do 130º Aniversário de 1° de Fevereiro de 1885 e reconhecida na conferência de Berlim, na Alemanha.

Governo de Cabinda em exílio, da Frente de Liberação do Estado do Cabinda em sigla F.L.E.C, comemorará esta data aniversário do 1 Fevereiro, e exorta os Cabindeses do interior celebrá-lo.

É por isso que, o governo de Cabinda em exílio pede uma celebração discreta para os Cabindeses do interior, conta comportamento da opressão que sofre por parte das forças angolanas de ocupação.

Com efeito, Cabinda nunca foi como Angola, uma província e uma dependência de Portugal.

Angola foi uma colónia portuguesa desde o Século XV.

Cabinda é um protetorado português, porque há tratados que foram assinados entre as autoridades de Portugal e de Cabinda, em 1883, 1884 e ratificado no dia 1 de Fevereiro de 1885, feito consagrados pela constituição portuguesa de 1933, ainda em vigor, sempre em vigor, até à este dia nunca não foi denunciado.

Cabinda foi classificado, de acordo com a carta da organização da unidade africana (OUA/UA), como 39º estado africano pra descolonizar.

 Angola foi classificado como 35º estado a descolonizar.

Ninguém tem o direito de apagar a história dum povo.

Esta data histórica é o ponto fundamental da reivindicação da causa justa e nobre do Povo de Cabinda .

Nós, governo de Cabinda em exílio, lançamos um forte apelo ao governo de Portugual para corrigir seus erros históricos e voltar à razão, instar o governo de Angola para sair e retirar suas tropas do território de Cabinda ilegalmente ocupado desde Novembro de 1975.

A vontade do povo Cabindês, a independência de Cabinda é generalizada.

Cabinda, 01 de Fevereiro 2015
A direcção política da Flec
Conselho Nacional do povo de Cabinda ( Nkoto – Likanda)

Senador Stéphane Barros


********************************************************************************************************** Version Française Christelle Bento-Silabobo

Comuniqué du FLEC/Simulambuco: 130 Ans...


  Traité Luso-Cabindais du 1er février 1885.

Personne n'a le droit d'effacer l'histoire d'un Peuple, car un Peuple sans histoire est un Peuple sans âme.

À l'occasion du 130 ème anniversaire du Traité Luso-Cabindais de Simulambuco du 1er février 1885 et reconnu à la conférence de Berlin en Allemagne.Le gouvernement Cabindais en exil du Front de Libération de l'Etat du Cabinda en sigle F.L.E.C, commémorera cette date anniversaire du 1er février, et exhorte les Cabindais de l'intérieur de le célébrer.

C'est pourquoi, le gouvernement Cabindais en exil demande une célébration discrète aux Cabindais de l'intérieur compte tenue de l'oppression que vous subissez de la part des forces angolaises d'occupation.En effet, le Cabinda n'a jamais été comme l'Angola une province ou une dépendance du Portugal.

L'Angola est une province et une colonie Portugaise depuis le 15ème Siècle.

Le Cabinda est un protectorat portugais, car il y a des traités qui ont été signés entre les autorités du Portugal et du Cabinda en 1883, 1884 et entériné par celui du 1er février 1885, fait consacrés par la constitution portugaise de 1933, toujours en vigueur, jusqu'à ce jour n'ont jamais été dénoncé.

Le Cabinda a été classé, selon la Charte de l'Organisation de l'Unité Africaine (O.U.A/U.A), comme 39ème état Africain à décoloniser.

Alors que l'Angola était classé comme 35ème état à décoloniser.

.Nul n'a le droit d'effacer l'histoire d'un Peuple.

Cette date historique est le point fondamental de la revendication de la cause juste et noble du Peuple Cabindais.Nous, le gouvernement Cabindais en exil, lançons un vibrant appel au gouvernement du Portugal de corriger ses erreurs historiques et de revenir à la raison, d'exhorter le gouvernement de l'Angola de quitter et de retirer ses troupes du
territoire du Cabinda qu'il occupe illégalement, depuis novembre 1975.

La volonté du Peuple Cabindais pour l'indépendance du Cabinda est généralisée.Vive le Cabinda libre.

Cabinda, 01 de Fevrier2015
La Direction Politique du Flec
Conselho Nacional du Peuple Cabindais ( Nkoto – Likanda)

Senador Stéphane Barros


_____________________________________________________________________________________

19.01.2015'    07h59'

Ofensiva da FLEC Na região de Buco Zau provocou cinco mortos dos Soldados angolanos em Cabinda





CabindaA Frente de Libertação do Estado de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) reivindicou os ataques de Dezembro nas aldeias de Ntataba e Vito Novo na região de Buco Zau em Cabinda.

Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior das FAC, anunciou através de um comunicado que a 17 de Dezembro de 2014 durante uma «escaramuça no nordeste da região de Buco Zau, precisamente em Ntataba, um soldado das FAA [Forças Armadas de Angola] perdeu a vida e um outro ficou gravemente ferido».


No mesmo comunicado o Chefe do Estado Maior das FAC confirmou e actualizou a informação avançada pela PNN referente à emboscada de 20 de Dezembro 2014 em Vito Novo precisando que a operação da guerrilha teve como objectivo uma viatura militar angolana que resultou em quatro mortos e sete feridos nas FAA.

(c) PNN Portuguese News Network

_________________________________________________________________________________

01.12.2014   02h39'



       FALTA DESCOLONIZAR CABINDA
Por Orlando Castro

Os 500 anos de história colonial de Angola (1482-1975) ficam bem longe, apesar das teses oficiais vigentes na actualidade, dos 90 anos de ocupação do Protectorado Português de Cabinda (1885-1975).

Embora com uma vertente comum – Portugal, a trajectória de vida de Cabinda e de Angola não têm praticamente pontos comuns.

Assim, no âmbito da Constituição portuguesa de então, são nações distintas e no caso de Cabinda ainda está por fazer a descolonização.

Por muito que isso custe também à UNITA, o seu fundador e primeiro presidente, morto em combate pelo MPLA em Fevereiro de 2002, Jonas Savimbi, reconheceu em várias intervenções públicas que Cabinda nunca fez parte integrante de Angola, nem antes, nem durante, nem depois da retirada do colonizador português.

Em oposição a esta corajosa declaração de Jonas Savimbi, surge o único suporte ao qual se agarra com unhas e dentes o regime angolano para justificar a sua apetência expansionista sobre Cabinda: o Acordo de Alvor.

Acordo de Alvor que permitiu a (in)dependência de Angola e a anexação por esta de Cabinda, representa, segundo disse o próprio Almeida Santos (então ministro do Governo de Portugal), um dos signatários, apenas “um pedaço de papel” que “não valeu nada”.

Almeida Santos, tal como a restante equipa portuguesa, sabia à partida que o Acordo de Alvor só valeria se o MPLA não ficasse no Poder. Como ficou…

O dirigente socialista, que a 15 de Janeiro de 1975 era ministro da Coordenação Interterritorial e integrava a delegação portuguesa que assinou com os líderes dos três movimentos de libertação de Angola (MPLA, FNLA e UNITA) o Acordo de Alvor, no Algarve, referiu que, assim que viu o documento, soube que “aquilo não resultaria”.

“Aquilo não resultaria”, como não resultou, porque Portugal viciou as regras do jogo no sentido de dar o Poder a uma das partes, o MPLA, sem esquecer que era necessário correr à força com os portugueses de Angola e depois, como defendia Vasco Gonçalves e Rosa Coutinho, entre outros, metê-los no Campo Pequeno já que – dizia Mário Soares – eram um fardo pesado.

De facto, se o valor do Povo português se medisse pelo nível dos políticos portugueses que assinaram o Acordo de Alvor, não há dúvidas de que Portugal há muito era uma província espanhola (a Ibéria tão desejada por José Saramago).

“Do Acordo de Alvor sou apenas um escriba, não sou mais do que isso”, diz Almeida Santos (que foi Ministro da Coordenação Territorial em quatro governos provisórios, ministro da Comunicação Social, da Justiça, ministro de Estado, candidato a primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República), mentindo mais uma vez ao dizer que Portugal não teve outra alternativa, senão assinar por baixo.

Se o Acordo de Alvor não serviu para nada, importa ter a mesma coerência no sentido de também o considerar inválido no que respeita à anexação de Cabinda por Angola.

Na véspera da proclamação das independências de Angola (em 11 de Novembro de 1975, uma em Luanda pelo MPLA e outra no Huambo pela UNITA e FNLA), tanto o primeiro-ministro como o presidente da República reconheceram que não tinham capacidade para controlar a situação, devendo esta constatação também contribuir para a anulação do Acordo de Alvor.

                 Orlando Castro
               Jornalista (CP 925)
Chefe de Redacção do Jornal Folha 8                   
jornalf8.net


_____________________________________________________________________________________
19.11.2014    20h59'

Independência de Angola: 39 anos depois Cabinda continua a clamar por autonomia


Cabinda tem insuficiências jurídicas e estatuto especial não basta ao enclave.

Figuras  que se afastaram da ala militar da  FLEC voltam defender autonomia para Cabinda e a renegociação do Memorando de Entendimento  assinado entre o Governo e o chamado Forum Cabindês para o Diálogo (FCD).

O general Zenga  Mambo, que lidera o denominado, Movimento Patriótico para a Libertação de Cabinda, disse que o enclave deve ser uma região autónoma e não submetida  a um estatuto especial que na prática não funcionou por conter o que chamou de “insuficiências jurídicas”.

Falando a partir de Cabinda, o  antigo integrante do FCD, disse que 39 anos depois da Independência da Angola o Governo do MPLA continua a não permitir  que sejam os Cabindas  a decidirem  o seu próprio  destino, ao mesmo tempo que aumenta a repressão contra a população do enclave.

Zenga Mambo acusa as potências ocidentais e os partidos políticos da oposição angolanos de, supostamente, nada fazerem para a autodeterminação de Cabinda.

Fonte: VOA

____________________________________________________________________________________

08.11.2014   04h39'

DIREITO DE RESPOSTA DO SENADOR STEPHANE BARROS AO FILHO DO EX MINISTRO SEM PASTA BENTO BEMBE


EXIGE - SE MASSA CRÍTICA E AUTORIDADE POLÍTICA MÍNIMA PARA OPINAR E DEBATER DE FORMA INFORMADA CABINDA COM RIGOR , ELEVAÇÃO E CREDIBILIDADE. EM DEMOCRACIA OS TEMAS NÃO CADUCAM, OS ARGUMENTOS ESSES PODEM SE ESGOTAR.....A QUESTÃO DA INDEPENDÊNCIA DE CABINDA ESTARÁ SEMPRE EM CIMA DA MESA ENQUANTO ANGOLA FOR DEMOCRÁTICA E ESSA FOR A VONTADE FIRME E DETERMINADA DO POVO DE CABINDA, POR SER UM DIREITO FUNDAMENTAL (HISTÓRICO, DEMOCRÁTICO E NATURAL INALIENÁVEL E IMPRESCRITÍVEL) QUE ASSISTE AO POVO DE CABINDA.

O PONTO DE VISTA DE MIGUEL BEMBE OU DO DR MIGUEL BEMBE VALE TANTO QUANTO O DO BENTO BEMBE QUE ACEITOU COAGIDO A DISSOLUÇÃO DA FLEC -RENOVADA. COMO PODE ANGOLA OU QUALQUER OUTRO PODER CONSTITUÍDO EM ANGOLA SE ARROGAR O DIREITO DE DISSOLVER A FLEC? SE FOR ESTE O PRESSUPOSTO OU REQUISITO DE BASE PARA REABRIR AS NEGOCIAÇÕES COM CABINDA E OU A FLEC, ENTÃO A TAL LENDÁRIA AUSÊNCIA DE BOA VONTADE POLÍTICA POR PARTE DE ANGOLA PARA ENCETAR A REABERTURA DO PROCESSO DE DIÁLOGO CONSTRUTIVO E EXIGENTE PARA SOLUCIONAR O CONFLITO DE CABINDA PERMANECE UMA EVIDENCIA NOTÓRIA E FICA DESDE LOGO, RECONFIRMADA E IDENTIFICADO O PRINCIPAL E VERDADEIRO GAROTE ANGOLANO NO PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CABINDA. AFINAL SÓ EXISTE VONTADE DE DOMINAR,CONTROLAR, EMPOBRECER, PREJUDICAR, DESTRUIR E COLONIZAR O TERRITÓRIO E O PROTECTORADO DE CABINDA. NESSE SENTIDO FICAM MAIS JUSTIFICADAS E FUNDADAS , LEGITIMADAS AS RESERVAS DE FUNDO DA FLEC /CONSELHO NACIONAL DO POVO DE CABINDA A PRINCIPAL FORÇA LIDERANTE, COMBATENTE E CREDÍVEL DO PROCESSO DE CABINDA.

AS DECLARAÇÕES DO DR MIGUEL BEMBE NÃO TÊM NEM QUALIFICAÇÃO POLÍTICA NEM JUSTIFICAÇÃO DEMOCRÁTICA POSSÍVEL.

NO MÍNIMO A FLEC DEVERIA POR VONTADE E DIREITO DO POVO DE CABINDA EXERCER DEMOCRATICAMENTE EM CABINDA NA MEDIDA EM QUE É O ÚNICO MOVIMENTO POLÍTICO EM QUE O POVO DE CABINDA SE RECONHECE.

ALGUÉM NO SEU PERFEITO JUÍZO PODE AFIRMAR QUE EXISTE, EM NOME DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ASSINADO NO NAMIBE ENTRE O FCD E O GOVERNO DE ANGOLA, DESDE 2006, UM ESTATUTO ESPECIAL EM CABINDA? HAJA SERIEDADE E PUDOR.

EXISTE UM ESTATUTO ESPECIAL EM CABINDA? APOIADO EM QUE TEXTOS, COM QUE DIGNIDADE CONSTITUCIONAL E INSTITUCIONAL . ISSO É EXTRAORDINÁRIO ?

AFIRMAR LEVIANAMENTE QUE EXISTE UM ESTATUTO ESPECIAL EM CABINDA É O PIOR SERVIÇO EM TERMOS DE ESTRATÉGIA POLÍTICA EM QUE O MIGUEL SE DOUTOROU, QUE SE PODE PRESTAR AO FORUM CABINDÊS PARA O DIÁLOGO E AO SEU MEMORANDO DE ENTENDIMENTO.

POR AÍ SE VÊ O QUANTO O FCD E O M.E. SÃO UMA AUTÊNTICA NULIDADE POLÍTICA E JURÍDICA QUE PASSARAM AO LADO DA QUESTÃO DE FUNDO SOBRE CABINDA. O DIREITO INQUESTIONÁVEL À LIVRE DETERMINAÇÃO E INDEPENDÊNCIA

CABE EXCLUSIVAMENTE AO POVO DE CABINDA DECIDIR SOBRE SE CABINDA DEVE OU NÃO SER INDEPENDENTE EM VIRTUDE DO RESPEITO E CUMPRIMENTO INTEGRAL DO TRATADO DE SIMULAMBUCO E/ OU COMO CONSEQUÊNCIA DA VONTADE LIVREMENTE EXPRESSA PELO POVO DE CABINDA ATRAVÉS DE PLENO EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO NO TERRITÓRIO OCUPADO DESDE 1975.

VINDO DE MIGUEL BEMBE, FILHO DE BENTO BEMBE QUE ASSINOU UM MEMORANDO QUE NÃO COLHEU NEM COLHE O CONSENTIMENTO DA MAIORIA SILENCIOSA DO POVO DE CABINDA NEM DA FLEC POR UM LADO E POR OUTRO , EM VIRTUDE DE O MEMORANDO, CONTRARIAMENTE À TESE DE MIGUEL BEMBE, NÃO LOGROU SEQUER UM ESTATUTO ESPECIAL PARA CABINDA E MAIS POR MIGUEL BEMBE SER PARCIAL E PARCIALISTA NA ABORDAGEM QUE FAZ NA SUA INTERVENÇÃO POR FALAR EM NOME DO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DE ANGOLA DE QUE PASSOU A SER ASSESSOR , ENTIDADE QUE NA CONTENDA EM ANÁLISE REPRESENTA PRECISAMENTE A ÚNICA PARTE NEGATIVA DO CONFLITO A SABER ANGOLA OCUPANTE , TERRORISTA E COLONIALISTA, ESTA ENTREVISTA NÃO É RIGOROSA E POR CONSEGUINTE É UMA NULIDADE ABSOLUTA EM TERMOS POLÍTICOS.

CABINDA / SENADOR BARROS

LINK da entrevista do Miguel Bembé filho do Bento Bembé
http://opais.co.ao/a-perspectiva-independentista-como-solucao-a-questao-de-cabinda-esta-caduca/

Miguel Domingos Bembe "O Pivôt", Ph.D.
> Assessor Principal - Gabinete de S.E. Ministro das Relações Exteriores, Angola
> Professor Auxiliar da FCS-Universidade Agostinho Neto, Luanda
> (+244) 918 483 994 / (+244) 929 120 213 I (+351) 969 209 562
> miguelbembe@gmail.com I miguelbembe@hotmail.com